Gás real
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Os gases reais são todos os gases existentes na natureza, salvo quando estão em condições de pressão e de temperatura particulares e nestes casos são considerados aproximadamente, para efeitos apenas de cálculos facilitados, como gases perfeitos ou ideais. Em oposição aos gases ideais, os gases reais não podem ser explicados e modelados inteiramente usando-se a lei dos gases ideais.
Os gases nobres, como hélio e o argônio, por serem gases atômicos, não formando normalmente moléculas, são mais próximos dos gases ideais, e por isso, até erroneamente, chamados no passado de "gases perfeitos", pois suas partículas se comportam mais como as características idealizadas e pontuais dos gases ideais.[1]
Para entender-se e modelar-se gases reais diversas condições devem ser consideradas, como:
- efeitos de compressibilidade;
- capacidade térmica específica variável;
- forças de Van der Waals;
- efeitos de não quilíbrio termodinâmico;
- problemas com a dissociação molecular e reações elementares com composição variável.
Para a maioria das aplicações, tal análise detalhada é desnecessária, e a aproximação dos gases ideais por ser usada com razoável precisão. Modelos de gases reais tem de ser usados próximos dos pontos de condensação dos gases, próximo do ponto crítico, a altíssimas pressões, e em alguns outros casos menos usuais.
Para tratar-se fisicamente os gases reais, diversas equações de estado adequadas aos gases reais foram propostas:
Introduz-se também o coeficiente de compressibilidade Z para medir a não idealidade dos gases reais.
Modelos
Modelo de van der Waals
Gases reais são frequentemente modelados por levar-se em conta seus peso molar e volume molar
- <math>RT=(P+\frac{a}{V_m^2})(V_m-b)</math>
Onde P é a pressão, T é a temperatura, R a constante dos gases ideais, e Vm o volume molar. a e b são parâmetros que são determinados empiricamente para cada gás, mas são algumas vezes estimados de sua temperatura crítica (Tc) e pressão crítica (Pc) usando-se estas relações:
- <math>a=\frac{27R^2T_c^2}{64P_c}</math>
- <math>b=\frac{RT_c}{8P_c}</math>
Moldelo de Redlich–Kwong
A equação de Redlich–Kwong é outra equação de dois parâmetros que é usada para modelar gases reais. É quase sempre mais precisa que a equação de van der Waals, e frequentemente mais precisa que alguma equação com mais que dois parâmetros. A equação é
- <math>RT=P+\frac{a}{V_m(V_m+b)T^\frac{1}{2}}(V_m-b)</math>
onde a e b são dois parâmetros empíricos que não são os mesmos parãmetros usados na equação de van der Waals.
Modelo de Berthelot e modelo modificado de Berthelot
A equação de Berthelot é muito raramente usada,
- <math>P=\frac{RT}{V-b}-\frac{a}{TV^2}</math>
mas a versão modificada é algo mais precisa
- <math>P=\frac{RT}{V}\left(1+\frac{9PT_c}{128P_cT}\frac{(1-6T_c^2)}{T^2}\right)</math>
Modelo de Dieterici
Este modelo tem deixado de ser usado nos últimos anos
- <math>P=RT\frac{\exp{(\frac{-a}{V_mRT})}}{V_m-b}</math>
Modelo de Clausius
A equação de Clausius é uma equação de três parâmetros muito simples usada para modelar gases.
- <math>RT=\left(P+\frac{a}{T(V_m+c)^2}\right)(V_m-b)</math>
onde
- <math>a=\frac{V_c-RT_c}{4P_c}</math>
- <math>b=\frac{3RT_c}{8P_c}-V_c</math>
- <math>c=\frac{27R^2T_c^3}{64P_c}</math>
Modelo virial
A equação virial deriva de um tratamento perturbativo de mecânica estatística.
- <math>PV_m=RT\left(1+\frac{B(T)}{V_m}+\frac{C(T)}{V_m^2}+\frac{D(T)}{V_m^3}+...\right)</math>
ou alternativamente
- <math>PV_m=RT\left(1+\frac{B^\prime(T)}{P}+\frac{C^\prime(T)}{P^2}+\frac{D^\prime(T)}{P^3}+...\right)</math>
onde A, B, C, A′, B′, e C′ são constantes dependentes da temperatura.
Modelo Peng-Robinson
Esta equação de dois parâmetros tem a interessante característica de ser útil em modelar alguns líquidos assim como gases reais.
- <math>P=\frac{RT}{V_m-b}-\frac{a(T)}{V_m(V_m+b)+b(Vm-b)}</math>
Modelo de Wohl
A equação de Wohl é formulada em termos de valores críticos, fazendo-a útil quando constantes de gases reais não estão disponíveis.
- <math>RT=\left(P+\frac{a}{TV_m(V_m-b)}-\frac{c}{T^2V_m^3}\right)(V_m-b)</math>
onde
- <math>a=6P_cT_cV_c^2</math>
- <math>b=\frac{V_c}{4}</math>
- <math>c=4P_cT_c^2V_c^3</math>
Modelo de Beattie-Bridgeman
A equação de Beattie-Bridgeman
- <math>P=RTd+(BRT-A-\frac{Rc}{T^2})d^2+(-BbRT+Aa-\frac{RBc}{T^2})d^3+\frac{RBbcd^4}{T^2}</math>
onde d é a densidade molar e a, b, c, A, e B são parâmetros empíricos.
Modelo de Benedict-Webb-Rubin
A equação de Benedict-Webb-Rubin, chamada também chamada equação BWR e algumas vezes referida como equação BWRS
- <math>P=RTd+d^2\left(RT(B+bd)-(A+ad-a{\alpha}d^4)-\frac{1}{T^2}[C-cd(1+{\gamma}d^2)\exp(-{\gamma}d^2)]\right)</math>
Onde d é a densidade molar e a, b, c, A, B, C, α, e γ são parâmetros empíricos.
Referências
- ↑ L.F.S. Coelho; Átomos e Tabela Periódica; Laboratório de Colisões Atômicas e Moleculares - IF - UFRJ - Rio de Janeiro - Brasil - omnis.if.ufrj.br
- David Young; Equations of State; Cytoclonal Pharmaceutics Inc. - www.ccl.net
- K. K. Shah, G. Thodos Industrial and Engineering Chemistry, vol 57, no 3, p. 30 (1965)