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	<title>Teoria das cores - Histórico de revisões</title>
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	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
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		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Teoria_das_cores&amp;diff=6547&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: uma edição</title>
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		<updated>2013-05-05T12:40:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;uma edição&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{mais notas|data=dezembro de 2010}}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Kirche Gröben Lichtspiel.JPG|thumb|right|160px|Luz através de um vitral]]&lt;br /&gt;
[[Cor]] é como o olho (dos seres vivos animais) interpreta a reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa por meio de ondas eletromagnéticas; e que corresponde à parte do espectro eletromagnético que é visível (380 a 700 [[nanómetro|nanômetro]]s - 4,3x10^14Hz a 7,5x10^14 Hz).&lt;br /&gt;
A Cor não é um fenômeno físico. Um mesmo comprimento de onda pode ser percebido diferentemente por diferentes pessoas (ou outros seres vivos animais), ou seja, cor é um fenômeno fisiológico, de caráter subjetivo e individual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [[Espectro visível]] ==&lt;br /&gt;
Os comprimentos de onda visíveis se encontram aproximadamente entre os 380 e 750 nanômetros ou frequências ( 4,3x10^14Hz a 7,5x10^14 Hz). Ondas mais curtas (ou com maiores frequências) abrigam o [[ultravioleta]], os [[raios-X]] e os raios gama. Ondas mais longas (com menores frequências) contêm o [[infravermelho]], o [[calor]], as [[micro-ondas]] e as ondas de rádio e televisão. O aumento de intensidade pode tornar perceptíveis ondas até então invisíveis, tornando os limites do espectro visível algo elástico.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Spectrum4websiteEval.png|center|thumb|Espectro da luz visível.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;  style=&amp;quot;float:center; width:400px; text-align:center; margin:0.5em auto; width:auto; margin-left:1em;&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|[[Cor]]&lt;br /&gt;
|[[Frequência]]&lt;br /&gt;
|[[Comprimento de onda]]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#ccb0f4;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[violeta (cor)|violeta]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|668–789&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|380–450&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#b0b0f4;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[azul]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|631–668&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|450–475&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#b0f4f4;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[ciano]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|606–630&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|476–495&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#b0f4b0;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[verde]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|526–606&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|495–570&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#f4f4b0;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[amarelo]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|508–526&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|570–590&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#f4ccb0;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[laranja (cor)|laranja]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|484–508&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|590–620&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| style=&amp;quot;background:#f4b0b0;&amp;quot;|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[[vermelho]]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|400–484&amp;amp;nbsp;THz&lt;br /&gt;
|620–750&amp;amp;nbsp;nm&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O olho humano ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Eye Diagram without text.gif|right|thumb|200px|Esquema do [[olho]] humano, mostrando a retina (H) e o [[nervo óptico]] (G)]]&lt;br /&gt;
O olho humano é um mecanismo complexo desenvolvido para a percepção de luz e cor. É composto basicamente por uma [[lente]] e uma superfície fotossensível dentro de uma câmera, que pode grosseiramente ser comparada a uma [[máquina fotográfica]]. A córnea e a lente ocular formam uma lente composta cuja função é focar os estímulos luminosos.  A [[íris]] (parte externa colorida) comanda a abertura e o fechamento da [[pupila]] da mesma maneira que um diafragma. O interior da íris e da [[coróide]] é coberto por um pigmento preto que evita que a luz refletida se espalhe pelo interior dos olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior do olho é coberto pela [[retina]], uma superfície não maior que uma moeda de um real e da espessura de uma folha de papel. Neste ponto do processo da visão, o olho deixa de se assemelhar a uma máquina fotográfica e passa a agir mais como um [[scanner]].  A [[retina]] é composta por milhões de células altamente especializadas que captam e processam a informação visual a ser interpretada pelo [[cérebro]].  A [[fóvea]], no centro visual do olho, é rica em &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;cones&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, um dos dois tipos de células fotorreceptoras. O outro tipo, o &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;bastonete&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, se espalha pelo resto da retina. Os [[cone (célula)|cones]], segundo a [[teoria tricromática]] ([[teoria de Young-Helmholtz]]), são responsáveis pela captação da informação luminosa vinda da luz do dia, das cores e do contraste. Os [[bastonete]]s são adaptados à luz noturna e à penumbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cores percebidas pelo olho humano dividem-se em três tipos e respondem preferencialmente a comprimentos de ondas diferentes de luz. Temos cones sensíveis aos vermelhos e laranjas, aos verdes e amarelos e aos azuis e violetas. Aos primeiros se dá o nome de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;R&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (&amp;#039;&amp;#039;red/vermelho&amp;#039;&amp;#039;), aos segundos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;G&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (&amp;#039;&amp;#039;green/verde&amp;#039;&amp;#039;) e aos últimos &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;B&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (&amp;#039;&amp;#039;blue/azul&amp;#039;&amp;#039;). &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig retine.png|left|thumb|400px|A estrutura celular da retina (à direita, 1 &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;cone&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; e 9 &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;bastonetes&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;; ao centro, 2 células bipolares; à esquerda, 3 axónios de células ganglionares que pertencem ao nervo óptico).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cones são distribuídos de forma desequilibrada sobre a retina. 94% são do tipo R (vermelhos e laranjas) e G (verdes e amarelos), enquanto apenas 6% são do tipo B (azuis e violetas. Esta aparente distorção é um equilíbrio inicialmente supremo, que regrediu com o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sistemas de Cores ==&lt;br /&gt;
{{AP|Espaço de cores}}&lt;br /&gt;
Os sistemas de cores são tentativas de organizar informações sobre a percepção cromática humana.&lt;br /&gt;
Pode-se tipificá-los como sistemas de Síntese Aditiva, onde a cor é percebida diretamente a partir da fonte luminosa; ou de Síntese Subtrativa nos quais a cor é percebida a partir do reflexo da luz sobre uma superfície.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistemas Pictóricos ===&lt;br /&gt;
Também conhecidos por sistemas de Síntese Subtrativa, os principais são os que tentam determinar as cores primárias para impressão gráfica ou para as belas artes.&lt;br /&gt;
Cores primárias seriam um número mínimo de pigmentos a partir dos quais se poderiam obter as demais cores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema clássico é o utilizado em belas artes, que utiliza como cores primárias o vermelho, azul e amarelo (conhecido também por sua sigla em inglês [[Cores_primárias#Tradicional|RYB]]). Na pintura acadêmica clássica teoricamente as demais cores poderiam ser obtidas através destes pigmentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente as artes gráficas utilizam o sistema [[CMYK]] (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto). O sistema é baseado nas cores primárias propostas por Goethe (púrpura, azul-celeste, amarelo), convertidas em CMY (ciano, magenta e amarelo), e que foi padronizado pela DIN{{sem fontes}} com a adição do preto (K) para destacar as sombras, sendo o branco do papel responsável pela ilusão impressa da luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[Pantone]] possui o mais conceituado sistema para cores exatas e também possui um sistema baseado em seis cores primárias, chamado de Pantone Hexachrome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um método bastante utilizado para organizar as cores são a chamadas rodas de cores.&lt;br /&gt;
Podem representar qualquer sistema de cor. &lt;br /&gt;
A mais famosa delas é a [[Roda de Oswald]] baseada no sistema RBY utilizado nas belas artes.&lt;br /&gt;
O sistema de [[Michel Eugène Chevreul|Chevreul]] propõe uma esfera onde as matizes e tons estão representadas no equador e um eixo vertical indica o brilho e saturação.&lt;br /&gt;
Outro exemplo é o sistema esférico de [[Otto Runge]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistemas de Luz ===&lt;br /&gt;
Também chamados de sistemas de Síntese Aditiva, os sistemas aditivos são utilizados principalmente em luminotécnica e em equipamentos de cine-foto e eletrônicos. O mais utilizado é o sistema [[RGB]] (vermelho, verde e azul).&lt;br /&gt;
Pode-se destacar também os sistemas [[HSV|HSB]] (matiz, saturação e brilho), [[HLS]] e Lab.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Psicologia e Fisiologia da Cor ==&lt;br /&gt;
Uma vez de se tratar não de uma propriedade do objeto, mas de um elemento perceptivo, a cor tem uma série de implicações na [[Psicologia]].&lt;br /&gt;
esc&lt;br /&gt;
Dessa Forma, a percepção da cor pode causar uma série de sensações, de acordo com cada cultura, que costuma ser muito explorada pela [[publicidade]]. A cultura ocidental faz associar, por exemplo, o verde a esperança, o vermelho à fome, o púrpura ao luxo e o roxo ao luto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[Gestalt]] (psicologia da forma) também se preocupou com a percepção das cores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Constância da Cor ===&lt;br /&gt;
O fenômeno da constância da cor faz com que as superfícies pareçam manter aproximadamente a mesma cor sob diferentes iluminações. O sistema nervoso aparentemente extrai aquilo que é invariante sob as mudanças de iluminação. Embora a radiação luminosa mude, nossa mente mantém os padrões sob a luz branca, agrupa-os e classifica-os como se fossem sempre os mesmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Simbologia das cores&amp;lt;ref&amp;gt;http://www.espacofotografico.com.br/Dicasfotografiateoriadascores.htm&amp;lt;/ref&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
Há a crença de que as cores teriam diferentes efeitos psicológicos sobre as pessoas, embora isso seja extremamente duvidável conforme a comunidade científica. Os supostos efeitos seriam:&lt;br /&gt;
* Vermelho é paixão, entusiasmo, encontro entre pessoas. Estimula ações agressivas;&lt;br /&gt;
* Amarelo é concentração, disciplina, comunicação, ativa o intelecto. Está associado a positividade e a boa sorte;&lt;br /&gt;
* Laranja é equilíbrio, generosidade, entusiasmo, alegria. Alem de ser atraente e aconchegante;&lt;br /&gt;
* Verde é esperança, abundancia, cura. Estimula momentos de paz e equilíbrio. É a cor da revelação;&lt;br /&gt;
* Azul é purificação, expulsa energias negativas. Favorece a amabilidade, a paciência a serenidade. Estimula a busca da verdade interior;&lt;br /&gt;
* Lilás é a cor que tem mais influencia em emoções e humores. Também está ligada a intuição e a espiritualidade;&lt;br /&gt;
* Branco é purificador e transformador. Representa a perfeição e o amor divino. Estimula a imaginação e a humildade. Produz a sensação de limpeza e claridade, alem de frieza e esterilidade;&lt;br /&gt;
* Preto, pode ser representado como uma capa de aço, onde aquilo que está dentro não sai e aquilo que está fora não entra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História da Teoria da Cor ==&lt;br /&gt;
=== Aristóteles ===&lt;br /&gt;
A mais antiga teoria sobre cores que se tem notícia é de autoria do filósofo [[grego]] [[Aristóteles]].&lt;br /&gt;
[[Aristóteles]] concluiu que as cores eram uma propriedade dos objetos. Assim como peso, material, textura, eles tinham cores. E, pautado pela mágica dos números, disse que eram em número de seis, o vermelho, o verde, azul, amarelo, branco e preto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Idade média ===&lt;br /&gt;
O estudo de cores sempre foi influenciado por aspectos psicológicos e culturais. O poeta [[Idade Média|medieval]] Plínio certa vez teorizou que as três cores básicas seriam o [[vermelho]] vivo, o ametista e uma outra que chamou de conchífera. O [[amarelo]] foi excluído desta lista por estar associado a [[mulher]]es, pois era usado no véu nupcial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Renascença ===&lt;br /&gt;
Na [[renascença]] a natureza das cores foi estudada pelos artistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Leon Battista Alberti ====&lt;br /&gt;
[[Leon Battista Alberti]], um discípulo de [[Brunelleschi]], diria que seriam quatro as mais importantes, o [[vermelho]], [[verde]], [[azul]] e o [[cinza]]- as cores em número de quatro estão relacionadas aos quatro elementos (Fogo-vermelho; Ar-Azul; Água-verde; Terra-Cinza (como escreve em sua obra &amp;quot;[[De Pictura]]&amp;quot;) . Essa visão reflete os seus gostos na tela. Alberti é contemporâneo de [[Leonardo da Vinci]], e teve influencia sobre ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Leonardo da Vinci====&lt;br /&gt;
[[Leonardo da Vinci]] reuniu anotações para dois livros distintos e seus escritos foram posteriormente reunidos em um só livro intitulado &amp;#039;&amp;#039;[[Tratado da pintura e da paisagem]]&amp;#039;&amp;#039;.  Ele se oporia a Aristóteles ao afirmar que a cor não era uma propriedade dos objetos, mas da [[luz]]. Havia uma concordância ao afirmar que todas as outras cores poderiam se formar a partir do vermelho, verde, azul e amarelo. Afirma ainda que o [[branco]] e o [[preto]] não são cores mas extremos da luz. &lt;br /&gt;
[[Leonardo da Vinci|Da Vinci]] foi o primeiro a observar que a sombra pode ser colorida, pesquisar a visão estereoscópica e mesmo tentou construir um [[fotômetro]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Isaac Newton ===&lt;br /&gt;
Newton acreditava na teoria corpuscular da luz tendo grandes desavenças com [[Hooke]] que acreditava na teoria ondulatória. Posteriormente, provou-se que a teoria de Newton não explicava satisfatoriamente o fenômeno da cor. Mas sua teoria foi mais aceita devido ao seu grande reconhecimento pela gravitação. Apesar disso, Newton fez importantes experimentos sobre a decomposição da luz com prismas e acreditou que as cores eram devidas ao tamanho da partícula de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O físico, inglês, Isaac Newton (1642-1727) realizou vários experimentos ao longo dos anos e revolucionou os conhecimentos sobre a luz. Em 1665, na feira de Woolsthorpe, comprou um prisma de vidro (vidro triangular – um peso de papel) e observou em seu quarto, como um raio de sol de um furo na venesiana se decompunha ao atravessar o prisma, sua atenção foi atraída pelas cores do espectro, onde um papel no caminho da luz que emergia do prisma aparecia às sete cores do espectro, em raios sucessivos: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e o violeta. Desta maneira ele produziu seu pequeno arco-íris artificial.&lt;br /&gt;
Newton fez a publicação de sua teoria sobre as cores em uma publicação da Royal Society chamada Philosophical Transactions of the Royal Society of London. Cito:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Para cumprir minha promessa anterior, devo sem mais cerimônias adicionais informar-lhe que no começo do ano de 1666 (época que me dedicava a polir vidros óptico de formas diferente da esférica), obtive um prisma de vidro retangular para tentar observar com ele o celebre fenômeno das cores. Para este fim, tendo escurecido meu quarto e feito um pequeno buraco na minha janela para deixar passar uma quantidade conveniente de luz do Sol, coloquei o meu prisma em uma entrada para que ela [a luz] pudesse ser assim refratada para a parede oposta. Isso era inicialmente um divertimento muito prazeroso: ver todas as cores vividas e intensamente assim produzidas, mas depois de um tempo dedicando-me a considerá-las mais seriamente, fiquei surpreso por vê-las...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, Newton repetiu a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores, mas elas permaneciam simples. Desta forma ele concluiu que a luz branca é composta por todas as cores do espectro e provou isso reunindo as raias coloridas mediante a uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca. E mais adiante Rocha (2002, p.&amp;amp;nbsp;220) destaca que em seu livro Philosophical Transactions (1672), Newton afirmou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Cores não são qualificações da luz derivadas de refração ou reflexões dos corpos naturais (como é geralmente acreditado), mas propriedades originais e inatas que são diferentes nos diversos raios. Alguns raios são dispositivos a exibir uma cor vermelha e nenhuma outra; alguns uma amarela e nenhuma outra, alguns uma verde e nenhuma outra e assim por diante. Nem há apenas raios próprios e particulares para as cores mais importantes, mas mesmo para todas as cores intermediárias.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha (2002, p.&amp;amp;nbsp;221) diz que o espectro não mostra cores nitidamente limitadas. Newton também teve a idéia de estabelecer relações entre elas e os sons da escala musical, dividindo as infinitas cores do espectro em sete grupos de cores: (todos os graus de) vermelho, laranja, amarelo, verde, azul anil e violeta. Ainda hoje, é comum a divisão do espectro em sete cores é arbitraria. A distinção entre azul e anil é forçada desse número sete. Como não temos um critério preciso para definir determinada cor, é desnecessária a preocupação com o número e a denominação das cores do arco-íris. Depois, através de um dispositivo dividindo em sete cores, cada uma dos quais pintando com uma das cores do espectro, que ao girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, dando a sensação do branco, conhecido como o Disco de Newton. No mesmo artigo Newton escreve: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;...a observação experimental do fenômeno inverso ao da dispersão das cores do espectro pelo prisma:&lt;br /&gt;
Mas a composição surpreendente e maravilhosa foi aquela da brancura. Não há nenhum tipo de raio que sozinho possa exibi-la. Ela é sempre composta... Frequentemente tenho observado que fazendo convergir todas as cores do prisma e sendo desse modo novamente misturadas como estavam na luz inteiramente e perfeitamente branca...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Notamos que a luz se propaga em forma de variações transversais e atravessam com menor ou maior facilidade, todas as substancias chamadas transparentes. Para Neto (1980), luz é a designação que recebe a radiação eletromagnética que ao penetrar no olho humano, acarreta uma sensação de claridade sendo ela responsável pelo transporte de todas as informações visuais que recebemos.&lt;br /&gt;
Explica Rocha (2002, p.&amp;amp;nbsp;221) que para Newton a luz é composta por corpos luminosos, que chega até aos olhos do observador e produz a sensação de luminosidade, como a emissão, por parte de pequenas partículas e diz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Disso, portanto vem que a brancura é a cor usual da luz, pois a luz é um agregado confuso de raios dotados de todos os tipos de cores, como elas [as cores] são promiscuamente lançadas dos corpos luminosos.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com essa teoria chamada Teoria corpuscular da escuridão, ele não inventou o telescópio refletor – que causa aberrações cromáticas, emprega um espelho côncavo, que reflete a luz.&lt;br /&gt;
Certamente já vimos isso acontecer: por um pedaço de vidro, um aquário ou algo de gênero que produz faixas coloridas, como um CD qualquer, verá os reflexos produzidos que variam uma gama de cores vivas.&lt;br /&gt;
As gotas de chuva tem o mesmo efeito, na fronteira do ar com a água, a luz é refratada e os diferentes comprimentos de onde que formam a luz do Sol são inclinados em diferentes ângulos, como no prisma de Newton, no interior das gotas passam, as cores desdobram, ate atingirem a parede côncava do outro lado e assim são refletidas de volta e para baixo, saindo da gota de chuva.&lt;br /&gt;
A cor, portanto, pode ser considerada uma sensação ou efeito fisiológico que produz cada um destes elementos dispersos que constituem a luz branca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Le Blon ===&lt;br /&gt;
Ainda no [[século XVIII]], um impressor chamado Le Blon testou diversos pigmentos até chegar aos três básicos para impressão: o vermelho, o amarelo e o azul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Goethe ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Qubodup-GoetheFarbkreisFreshCompact.svg|thumb|Roda criada por Goethe em 1810]]&lt;br /&gt;
No [[século XIX]] o poeta [[Goethe]] se apaixonou pela questão da cor e passou trinta anos tentando terminar o que considerava sua obra máxima: um tratado sobre as cores que poria abaixo a teoria de [[Newton]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A principal objeção de [[Goethe]] a [[Newton]] era de que a luz branca não podia ser constituída por cores, cada uma delas mais escura que o branco. Assim ele defendia a idéia das cores serem resultado da interação da luz com a &amp;quot;não luz&amp;quot; ou a escuridão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, o experimento da luz decomposta em cores ao passar por um [[prisma]] foi explicado por ele como um efeito do meio translúcido (o vidro) enfraquecendo a luz branca. O amarelo seria a impressão produzida no olho pela luz branca vinda em nossa direção através de um meio translúcido. O sol e a lua parecem amarelados por sua luz passar pela atmosfera até chegar a nós. Já o azul seria o resultado da fuga da luz de nós até a escuridão. O céu é azul porque a luz refletida na terra volta em direção ao espaço negro através da atmosfera. Da mesma forma o mar, onde a luz penetra alguns metros em direção ao fundo escuro. Ou as montanhas ao longe que parecem azuladas. O verde seria a neutralização do azul e do amarelo. Como no mar raso ou numa piscina, onde a luz refletida no fundo vem em nossa direção (amarelo) ao mesmo tempo que vai do sol em direção ao fundo (azul). A intensificação do azul, ou seja a luz muito enfraquecida ao ir em direção à escuridão torna-se violeta, do mesmo modo que o amarelo intensificado, como o sol nascente, mais fraco, e tendo que passar por um percurso maior de atmosfera até nosso olho fica avermelhado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A interpretação do [[arco íris]] é assim modificada. Os dois extremos tendem ao vermelho, que representa o enfraquecimento máximo da luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ele realmente descobriu aspectos que Newton ignorara sobre a [[fisiologia]] e [[psicologia]] da cor. Observou a retenção das cores na retina, a tendência do olho humano em ver nas bordas de uma cor complementar, notou que objetos brancos sempre parecem maiores do que negros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também reinterpretou as cores, pigmentos de Le Blon, renomeando-os púrpura, amarelo e azul claro, se aproximando com muita precisão das atuais tintas magenta, amarelo e ciano utilizadas em impressão industrial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém as observações de [[Goethe]] em nada feriram a teoria de Newton, parte devido ao enorme prestígio do físico inglês, e parte porque suas explicações para os fenômenos eram muitas vezes insatisfatórias e ele não propunha nenhum método científico para provar suas teses. Sua publicação &amp;quot;A teoria das cores&amp;quot; caiu em descrédito na comunidade científica, não despertou interesse entre os artistas e era deveras complexo para leigos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas observações foram resgatadas no início do [[século XX]] pelos  estudiosos da [[gestalt]] e sobre pintores modernos como [[Paul Klee]] e [[Kandinsky]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, o estudo da teoria das cores nas universidades se divide em três matérias com as mesmas características que [[Goethe]] propunha para cores: a cor física (óptica física), a cor fisiológica (óptica fisiológica) e a cor química (óptica fisico-química). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conteúdo é basicamente a teoria de [[Newton]] acrescida de observações modernas sobre ondas. Os estudos de Goethe ainda podem ser encontrados em livros de psicologia, arte e mesmo livros infanto-juvenis que apresentam [[ilusão de óptica|ilusões de óptica]].&lt;br /&gt;
{{referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== {{Ligações externas}} ==&lt;br /&gt;
* [http://www.abra.com.br/oficinas/11-como-combinar-as-cores-introducao=Cores: Como Combinar as Cores. Academia Brasileira de Arte. Combinações, Cores Quentes e Frias, Matizes]&lt;br /&gt;
* {{link|2=http://www.marceloduprat.net/textos.html|3=Esboço de uma teoria das cores}}&lt;br /&gt;
* {{link|2=http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/textos.htm|3=Textos - Laboratório Iluminação Unicamp}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
; inglês&lt;br /&gt;
* [http://proteacher.com/110017.shtm Material didático sobre as cores]&lt;br /&gt;
* [http://www.teach-nology.com/themes/science/light/ Guia para professores. A luz e a cor] &lt;br /&gt;
{{Portal3|Cores}}&lt;br /&gt;
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		<author><name>Calimero0000</name></author>
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