<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt">
	<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Revolta_lionesa_contra_a_Conven%C3%A7%C3%A3o</id>
	<title>Revolta lionesa contra a Convenção - Histórico de revisões</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Revolta_lionesa_contra_a_Conven%C3%A7%C3%A3o"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Revolta_lionesa_contra_a_Conven%C3%A7%C3%A3o&amp;action=history"/>
	<updated>2026-06-10T04:56:25Z</updated>
	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.40.1</generator>
	<entry>
		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Revolta_lionesa_contra_a_Conven%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=10090&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: Criou a página com &quot;{{Info/Batalha |nome_batalha =Revolta de Lião contra a Convenção |conflito     =Revolução Francesa |imagem       =Seige of lyon.jpg |descr        =Cerco de Lião, 1...&quot;</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Revolta_lionesa_contra_a_Conven%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=10090&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2015-03-10T11:13:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou a página com &amp;quot;{{Info/Batalha |nome_batalha =Revolta de Lião contra a Convenção |conflito     =&lt;a href=&quot;/index.php?title=Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Revolução Francesa (página não existe)&quot;&gt;Revolução Francesa&lt;/a&gt; |imagem       =Seige of lyon.jpg |descr        =Cerco de Lião, 1...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{Info/Batalha&lt;br /&gt;
|nome_batalha =Revolta de Lião contra a Convenção&lt;br /&gt;
|conflito     =[[Revolução Francesa]]&lt;br /&gt;
|imagem       =Seige of lyon.jpg&lt;br /&gt;
|descr        =Cerco de Lião, 1793 &lt;br /&gt;
|imagem2      =&lt;br /&gt;
|data         =[[1793]]&lt;br /&gt;
|local        =[[Lião]]&lt;br /&gt;
|resultado    =Execuções e destruição da cidade.&lt;br /&gt;
|casus        =&lt;br /&gt;
|territorio   =&lt;br /&gt;
|combatente1  =&lt;br /&gt;
|comandante1  =[[Louis François Perrin de Précy]]&lt;br /&gt;
|combatente2  =&lt;br /&gt;
|comandante2  =[[François Christophe Kellermann|Kellermann]];&amp;lt;br&amp;gt;[[Joseph Fouché|Fouché]] e [[Collot d&amp;#039;Herbois|d&amp;#039;Herbois]]&lt;br /&gt;
|for1         =&lt;br /&gt;
|for2         =&lt;br /&gt;
|baixas1      =&lt;br /&gt;
|baixas2      =&lt;br /&gt;
|notas        =&lt;br /&gt;
|campanha     =&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Revolta de [[Lião]] contra a Convenção&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foi um dos fatos que marcaram o período do [[Terror (Revolução Francesa)|Terror]], durante a [[Revolução Francesa]], e que fez daquela cidade palco de selvagens castigos e destruição. A [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]] determinou a completa repressão, que ficou sob comando do ex-padre [[Joseph Fouché]] e do ex-palhaço [[Collot d&amp;#039;Herbois]], ao passo que os lioneses estavam sob comando de [[Louis François Perrin de Précy]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durou de junho a novembro de [[1793]], podendo ser dividido em 3 partes: a revolta da cidade, a luta e, finalmente, a repressão. Por seu caráter monarquista é considerado um movimento [[contra-revolução|contra-revolucionário]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para [[Stefan Zweig]] foi &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;uma das mais sangrentas páginas do livro da Revolução Francesa&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;, e &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;justamente uma daquelas que se fala menos.&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;&amp;lt;ref name=zweig&amp;gt;{{citar livro|autor=Stefan Zweig|título=Joseph Fouché: Retrato de um homem político (tradução de Medeiros e Albuquerque)|editora=ed. Guanabara / Waissman Koogan Ltda.|ano=1945|página=49 e seg. (Cap. II: &amp;#039;&amp;#039;O &amp;quot;Metralhador de Lyon&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;)|local=Rio de Janeiro}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{quotation|O terror causou a revolta de Lyon, a insurreição departamental, a guerra da Vendéia; e, para submeter Lyon, para dissipar a coalizão dos departamentos, para esmagar a Vendéia, foi preciso o terror.&amp;lt;br&amp;gt;Mas, sem o terror, Lyon não se teria insurgido, os departamentos não se teriam reunido, a Vendéia não teria proclamado Luís XVII.|[[Benjamin Constant (escritor)|Benjamin Constant]], maio de 1797.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|url=http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S0034-83092002000100009&amp;amp;script=sci_arttext |título=Dos efeitos do terror. (&amp;#039;&amp;#039;Des causes de la Révolution e de ses resultats&amp;#039;&amp;#039;)|autor=Benjamin Constant |obra=Rev. hist.,  São Paulo,  n. 146 (Tradução de Josemar Machado de Oliveira) |data=jul.  2002 |publicado=Scielo|acessodata=23  abr.  2011}}&amp;lt;/ref&amp;gt;}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Chalier: o estopim da revolta ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Joseph Chalier p1400539.jpg|thumb|Chalier: louco e apaixonado pela República, sua execução foi o estopim da luta em Lião.]]&lt;br /&gt;
{{quotation|&amp;quot;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;Minha morte custará caro a esta cidade!&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;/big&amp;gt;|Chalier, no patíbulo.&amp;lt;ref name=otto&amp;gt;{{citar livro|título=A Revolução Francesa |autor=Otto Flake (tradução de Alcides Rössler)|editora=Globo |local=Porto Alegre |ano=1937 |página=185 e seg.}}&amp;lt;/ref&amp;gt;}}&lt;br /&gt;
Havia em Lião um ex-padre, fanático revolucionário, chamado &amp;#039;&amp;#039;[[Marie Joseph Chalier]]&amp;#039;&amp;#039;, leitor doentio das obras de [[Jean-Jacques Rousseau]] e que venera como a um deus a [[Marat]], a ponto de lhe decorar os discursos, repetindo-os aos operários lioneses. Quando ocorre a [[Queda da Bastilha]], dela carrega uma das pedras que conduz, a pé e nas mãos limpas, até Lião, numa jornada que dura 6 dias e noites; lá chegando, ergue um altar.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contra Chalier recai o ódio dos revoltosos de Lião. Logo na primeira sedição da cidade, ele é preso como chefe, embora não passe de um neurótico meio ridículo. Por meio de uma carta forjada, armam-lhe a condenação à morte - uma forma de advertirem os extremistas e de confronto à Convenção.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convenção, para salvar seu adepto, envia a Lião vários mensageiros, primeiro prevenindo-a do risco de seus atos, até finalmente ameaçando-a. O Conselho Municipal, contudo, quer demonstrar sua independência - algo que já havia demonstrado quando lhe enviaram uma [[guilhotina]], que jazia enferrujada num depósito: aquela era, pois, uma oportunidade de fazê-la funcionar.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o aparelho mortal, criado para tornar &amp;quot;mais humanas&amp;quot; as execuções capitais, quer pela falta de uso, quer pela inabilidade de seus manejadores, não funciona como devido: por uma, duas, três vezes desce a lâmina sobre o pescoço de Chalier, sem contudo cortá-lo: seu corpo algemado contorce-se, banhado em sangue, até que o carrasco usa um [[sabre]] para concluir a decapitação, para horror do povo que a tudo assistia. Este foi o motivo da vingança da Convenção, a causa maior da ordem de destruição daquela cidade que, desrespeitando-a, dera a um seu adepto tratamento tão cruel e infame.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Paris a Convenção reage com estrépito à ousadia lionesa: tal insolência deve ser paga com sangue. A cidade, ciosa do que esperar, eclode em franca rebelião: armam tropas, colocam em prontidão suas fortalezas, dispostas a confrontar Paris.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A República ameaçada ==&lt;br /&gt;
Enfrentavam os revolucionários várias frentes de batalha: a reação das monarquias europeias encetara ataques em frentes diversas; os ingleses haviam tomado [[Toulon]] e apreendido o Arsenal e a frota franceses; os prussianos avançavam sobre o [[rio Reno|Reno]] e as [[Ardenas]]. No plano interno, eclode a revolta da Vendeia. É neste quadro que uma guerra civil surge como a maior ameaça para a jovem república francesa.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; Apenas um terço do país continua fiel à Convenção.&amp;lt;ref name=otto/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lião, apesar de sua formação operária, entrega sua defesa a um general do Rei.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; Desde agosto, dia e noite, a cidade sofre bombardeios. O general [[François Christophe Kellermann|Kellerman]], comandante do exército dos Alpes, é enviado e inicia o cerco à cidade, cujos moradores esperava inutilmente um socorro vindo do Piemonte; forçados pela fome a render-se, cerca de 1.500 realistas ainda procuram fugir pela Suíça, mas apenas um décimo deles chegou ao destino.&amp;lt;ref name=otto/&amp;gt; e a [[9 de outubro]] os republicanos tomam de assalto a cidade rebelde, cuja capitulação é aclamada em Paris: os deputados de todos os partidos comemoram, esquecendo suas diferenças pois, com a derrota da segunda maior cidade francesa, e a mais industrializada, salvava-se a República.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O decreto da Convenção ==&lt;br /&gt;
A [[12 de outubro]] de 1793 o Presidente da Convenção anuncia solemente o decreto contra Lião:&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Artigo I - Será nomeada pela Convenção Nacional, sob apresentação do [[Comitê de Salvação Pública]], uma comissão extraordinária, composta de cinco membros, para fazer punir, e sem demora, os contra-revolucionários de Lião.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Artigo II - Todos os habitantes de Lião serão desarmados. Suas armas serão imediatamente distribuídas aos defensores da República. Uma parte delas será entregue aos patriotas de Lião, que foram oprimidos pelos ricos e pelos contra-revolucionários.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Artigo III - A cidade de Lião será destruída; tudo que tiver servido de habitação aos ricos será posto abaixo, menos a casa do pobre, e as habitações dos patriotas massacrados ou proscritos, os edifícios especialmente usados pela indústria e os monumentos consagrados à humanidade e à instrução pública.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Artigo IV - O nome de Lião será riscado do número das cidades da República. A reunião das casas conservadas intactas terá doravante o nome de &amp;#039;&amp;#039;Ville Affranchie&amp;#039;&amp;#039;.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Artigo V - Será levantada sobre as ruínas de Lião, uma coluna, que atestará à posteridade os crimes e o castigo dos realistas desta cidade, com a seguinte inscrição: &amp;#039;&amp;#039;Lião fez guerra à liberdade. Lião não existe mais!&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprovado por unanimidade, cabe a [[Georges Couthon]], amigo de Robespierre, sua execução.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Benevolência de Couthon ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Georges Couthon by François Bonneville.png|thumb|Couthon procurou poupar Lião.]]&lt;br /&gt;
Couthon vê a insensatez do decreto convencional, pois Lião é o centro mais industrializado de França e, dirigindo-se para lá, mantém secreta intenção de poupar a cidade.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez instalado, procura realizar suas ações antes de modo teatral, do que concreto. Sendo paralítico, é carregado até a praça principal, onde designa simbolicamente, batendo nelas com um martelo de prata, aquelas que deverão ser demolidas, e anuncia a constituição do tribunal que se encarregará de executar a vingança.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto, num primeiro momento, agrada aos exaltados espíritos que exigiam o cumprimento do decreto. Mas, alegando a falta de operários, contrata crianças e mulheres para as demolições e estes realizam raras derrubadas. Pronunciava Couthon, diante da casa à qual dera com o martelo a &amp;quot;sentença&amp;quot;: &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;la loi te frappe&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;, ao que se seguia a demolição. Mas o fazia com extrema negligência.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&amp;lt;ref name=otto/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os partidários do Terror reagem. Enviam a Paris o crânio ainda banhado em sangue de Chalier, que sob aclamação pomposa é apresentado na Convenção e, depois, fica exposto ao público em [[Catedral de Notre-Dame de Paris|Notre-Dame]].&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob a pressão então exercida, os novos carrascos da cidade são nomeados: Collot d&amp;#039;Herbois, um comediante que, reza a lenda, fora vaiado em Lião, e o procônsul Fouché, famoso como [[Clube dos Jacobinos|jacobino]] ultraterrorista,&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; embora acostumado ao derramamento de sangue, era contudo avesso a ele.&amp;lt;ref name=otto/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==As honras a Chalier ==&lt;br /&gt;
Os dois verdugos de Lião chegam, finalmente, à cidade derrotada (d&amp;#039;Herbois no dia 7, Fouché a 10 de novembro)&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;. Em homenagem ao &amp;quot;mártir&amp;quot; republicano Chalier realizam um cortejo fúnebre, diante do qual seguia um [[jumento]] devidamente caracterizado como prelado católico, levando sobre a cabeça uma [[mitra]] e, ainda, uma [[bíblia]] e um [[crucifixo]] amarrados à cauda.&amp;lt;ref name=otto/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma &amp;quot;[[missa negra]]&amp;quot; celebrada em pleno dia que Lião assiste; naquele dia, às oito horas da manhã, todas as igrejas tiveram seus altares despojados de cruzes. O cortejo fúnebre se dirige à Praça dos Terreaux. Quatro membros do Clube dos Jacobinos levavam, a um [[andor]], o busto de Chalier, imerso em flores, e uma urna com suas cinzas seguia ao lado de uma gaiola com um pombo a &amp;quot;consolá-lo&amp;quot;.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na praça foi erguido um altar, sobre o qual colocaram o busto e as cinzas do homenageado. A Bíblia é destruída, e tem início a exaltação a Chalier: &amp;#039;&amp;#039;dieu sauveur mort pour le peuple!&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;ref name=otto/&amp;gt;- o deus salvador que morreu pelo povo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro discursa d&amp;#039;Herbois, em seguida Fouché: &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Chalier! Chalier! Nós juramos sobre a tua imagem sagrada vingar o teu suplício. Sim, o sangue dos aristocratas te servirá de incenso&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;. O terceiro delegado limita-se a beija a testa do busto e a gritar: &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Morte aos aristocratas!&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O busto é levado para dentro da igreja e colocado num altar, onde antes havia o Cristo; uma fogueira arde na praça, alimentada por vestes sacerdotais, livros e missais, hóstias e outros objetos sacros. Depois desta pantamima inicial os três procônsules se encerram por vários dias, numa casa afastada. Não recebem ninguém, muito menos pedidos de clemência; criam um tribunal revolucionário e escrevem à Convenção, narrando o que projetam:&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;Nós prosseguiremos nossa missão com a energia de republicanos, que têm o sentimento profundo do seu caráter; não desceremos da altura em que o povo nos colocou para nos ocuparmos dos miseráveis interesses de alguns homens, mais ou menos culpados perante a Pátria (...) ?Convencidos de que só é inocente nesta infame cidade aquele que foi oprimido e carregado de algemas pelos assassinos do povo, nós desconfiamos das lágrimas de arrependimento; nada poderá desarmar nossa severidade.&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O terror em Lião ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fouché a Lyon drawn by Raffet 1834.png|thumb|O &amp;#039;&amp;#039;Metralhador de Lião&amp;#039;&amp;#039; agindo.]]&lt;br /&gt;
A vingança teve início efetivo em dezembro. Como as demolições são lentas, mandam explodir as casas. No dia 4 ocorrem as primeiras execuções: 69 jovens são amarrados aos pares e colocados ao lado de dois fossos então apressadamente abertos, com canhões dispostos a cerca de passos das vítimas, dispostas em grupos ao lado dos buracos. Os canhões disparam contra os moços, que não morrem todos com a descarga: uns são mutilados, outros exibem as vísceras; a uma nova ordem os soldados avançam sobre o grupo e desfere os golpes de misericórdia, e se lhes permite fiquem com os despojos (roupas, sapatos, acessórios): foi a primeira metralha idealizada por Fouché, que passaria à história como o &amp;#039;&amp;#039;Metralhador de Lião&amp;#039;&amp;#039;.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o massacre inicial, a 5 de dezembro Fouché expede uma proclamação, onde se lê: &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Os representantes do povo ficaram impassíveis no cumprimento da missão que lhes foi confiada; o povo lhe pôs na mão o raio da vingança; e eles só abandonarão sua missão quando todos os inimigos forem fulminados.&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naquele mesmo dia uma segunda leva, desta feita com 210 prisioneiros, foi metralhada. Mas, ao invés de um fosso e do golpe de misericórdia os feridos e cadáveres são despidos e lançados ao [[rio Ródano|Ródano]]; Fouché considera a providência ideal, pois os corpos deverão flutuar até dando aos habitantes de suas duas margens a imagem do poder do povo, que representa, e mais: devem chegar até a embocadura, sob as muralhas de [[Toulon]], às vistas dos ingleses que ali se instalaram.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, quando Toulon é reconquistada, para comemorar mais 200 rebeldes são levados à boca dos canhões. Ninguém é poupado e, quando duas mulheres pedem com insistência perdão para os maridos, são levadas à guilhotina.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao todo foram cerca de 1600 execuções. Também foram derribados os mais belos prédios, iniciados ainda sob [[Luís XIV da França|Luís XIV]], ou obras de um discípulo de [[François Mansart|Mansard]]. Palácios os mais belos são postos ao chão; buscas são efetuadas, a fim de descobrir fugitivos. As lojas são saqueadas e bens de valor apreendidos - enquanto Collot e Fouché permanecem distantes, trancados na casa em que se instalaram.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante desse quadro, apesar do enorme risco, alguns cidadãos vão a Paris pedir clemência para a cidade. À notícia dessa missão, Collot d&amp;#039;Herbois segue para a capital, a fim de defender suas ações: &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;Fizemos fulminar duzentos de uma só vez; e dizem que cometemos um crime! Não sabem ainda que isso é uma prova de bom coração. Quando se guilhotinam vinte culpados, o último executado morre vinte vezes, enquanto esses duzentos conspiradores morreram simultaneamente&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;, explica. Naquele dia os restos de Chalier são gloriosamente depositados no [[Panteão (Paris)|Panteão]], e os atos de Fouchet e Collot aprovados.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo na ausência do parceiro, Fouché continua as execuções e demolições, até que pressente que os dias do Diretório estão se acabando e, a 6 de fevereiro de 1794 encerra as metralhas, reduzindo drasticamente a guilhotina a uma ou duas execuções diárias. Em Paris [[Robespierre]] aumenta seu poder, e a 12 Germinal consegue do [[Comitê de Salvação Pública]] ordene que Fouché vá a Paris prestar contas de seus excessos em Lião.&amp;lt;ref name=zweig/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A cidade pagara o preço por sua rebeldia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Revolução Francesa}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Revolução Francesa]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:1793 na França]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[fr:Soulèvement de Lyon contre la Convention nationale]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
	</entry>
</feed>