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	<title>Mecânica Quântica - Histórico de revisões</title>
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	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
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		<title>Calimero0000: Criou nova página com &#039;{{Mais notas|ciência=sim|data=fevereiro de 2010}}{{Mecânica-quântica}} A &#039;&#039;&#039;mecânica quântica&#039;&#039;&#039; é a teoria física que obtém sucesso no estudo dos sistemas físic...&#039;</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Mec%C3%A2nica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=7934&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2013-06-03T10:52:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou nova página com &amp;#039;{{Mais notas|ciência=sim|data=fevereiro de 2010}}{{Mecânica-quântica}} A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;mecânica quântica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a teoria física que obtém sucesso no estudo dos sistemas físic...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{Mais notas|ciência=sim|data=fevereiro de 2010}}{{Mecânica-quântica}}&lt;br /&gt;
A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;mecânica quântica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a teoria física que obtém sucesso no estudo dos sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como [[moléculas]], [[átomos]], [[elétrons]], [[prótons]] e de outras [[partículas subatômicas]], muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos em diversos casos. A Mecânica Quântica é um ramo fundamental da [[física]] com vasta aplicação. A teoria quântica fornece descrições precisas para muitos fenômenos previamente inexplicados tais como a [[radiação de corpo negro]] e as [[órbitas estáveis do elétron]]. Apesar de na maioria dos casos a Mecânica Quântica ser relevante para descrever sistemas microscópicos, os seus efeitos específicos não são somente perceptíveis em tal escala. Por exemplo, a explicação de fenômenos macroscópicos como a [[super fluidez]] e a [[supercondutividade]] só é possível se considerarmos que o comportamento microscópico da matéria é quântico. A quantidade característica da teoria, que determina quando ela é necessária para a descrição de um fenômeno, é a chamada [[constante de Planck]], que tem dimensão de [[momento angular]] ou, equivalentemente, de [[ação]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mecânica quântica recebe esse nome por prever um fenômeno bastante conhecido dos físicos: a [[quantização]]. No caso dos [[estados ligados]] (por exemplo, um elétron orbitando em torno de um núcleo positivo) a Mecânica Quântica prevê que a energia (do elétron) deve ser quantizada. Este fenômeno é completamente alheio ao que prevê a [[Mecânica clássica|teoria clássica]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Um panorama ==&lt;br /&gt;
A palavra “quântica” (do [[Latim]], quantum) quer dizer quantidade. Na mecânica quântica, esta palavra refere-se a uma unidade discreta que a teoria quântica atribui a certas quantidades físicas, como a [[energia]] de um [[elétron]] contido num [[átomo]] em repouso. A descoberta de que as ondas eletromagnéticas podem ser explicadas como uma emissão de pacotes de energia (chamados quanta) conduziu ao ramo da ciência que lida com sistemas moleculares,atômicos e subatômicos. Este ramo da ciência é atualmente conhecido como mecânica quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mecânica quântica é a base teórica e experimental de vários campos da Física e da Química, incluindo a [[física da matéria condensada]], [[física do estado sólido]], [[física atômica]], [[física molecular]], [[química computacional]], [[química quântica]], [[física de partículas]], e [[física nuclear]]. Os alicerces da mecânica quântica foram estabelecidos durante a primeira metade do século XX por [[Albert Einstein]], [[Werner Heisenberg]], [[Max Planck]], [[Louis de Broglie]], [[Niels Bohr]], [[Erwin Schrödinger]], [[Max Born]], [[von Neumann|John von Neumann]], [[Paul Dirac]], [[Wolfgang Pauli]], [[Richard Feynman]] e outros. Alguns aspectos fundamentais da contribuição desses autores ainda são alvo de investigação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente é necessário utilizar a mecânica quântica para compreender o comportamento de sistemas em escala atômica ou molecular. Por exemplo, se a [[mecânica clássica]] governasse o funcionamento de um átomo, o [[Modelo atômico de Rutherford|modelo planetário do átomo]] – proposto pela primeira vez por [[Rutherford]] – seria um modelo completamente instável. Segundo a teoria eletromagnética clássica, toda a carga elétrica acelerada emite radiação. Por outro lado, o processo de emissão de radiação consome a energia da partícula. Dessa forma, o elétron, enquanto caminha na sua órbita, perderia energia continuamente até colapsar contra o núcleo positivo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O conceito de estado na mecânica quântica ==&lt;br /&gt;
Em física, chama-se &amp;quot;sistema&amp;quot; um fragmento concreto da realidade que foi separado para estudo. Dependendo do caso, a palavra sistema refere-se a um [[elétron]] ou um [[próton]], um pequeno [[átomo de hidrogênio]] ou um grande átomo de [[urânio]], uma molécula isolada ou um conjunto de moléculas interagentes formando um [[sólido]] ou um [[vapor]]. Em todos os casos, sistema é um fragmento da realidade concreta para o qual deseja-se chamar atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dependendo da partícula pode-se inverter polarizações subsequentes de aspecto neutro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A especificação de um sistema físico não determina unicamente os valores que experimentos fornecem para as suas propriedades (ou as probabilidades de se medirem tais valores, em se tratando de teorias probabilísticas). Além disso, os sistemas físicos não são estáticos, eles &amp;#039;&amp;#039;evoluem&amp;#039;&amp;#039; com o tempo, de modo que o mesmo sistema, preparado da mesma forma, pode dar origem a resultados experimentais diferentes dependendo do tempo em que se realiza a medida (ou a histogramas diferentes, no caso de teorias probabilísticas). Essa ideia conduz a outro conceito-chave: o conceito de &amp;quot;estado&amp;quot;. Um estado é uma quantidade matemática (que varia de acordo com a teoria) que determina completamente os valores das propriedades físicas do sistema associadas a ele num dado instante de tempo (ou as probabilidades de cada um de seus valores possíveis serem medidos, quando se trata de uma teoria probabilística). Em outras palavras, &amp;#039;&amp;#039;todas as informações possíveis de se conhecer em um dado sistema constituem seu estado&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada sistema ocupa um estado num instante no tempo e as leis da física devem ser capazes de descrever como um dado sistema parte de um estado e chega a outro. Em outras palavras, as leis da física devem dizer como o sistema evolui (de estado em estado).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas variáveis que ficam bem determinadas na [[mecânica clássica]] são substituídas por distribuições de probabilidades na mecânica quântica, que é uma teoria intrinsicamente probabilística (isto é, dispõe-se apenas de probabilidades não por uma simplificação ou ignorância, mas porque isso é tudo que a teoria é capaz de fornecer).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A interação da luz e da matéria==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;A radiação do corpo negro&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
[[Imagem:Black body.svg|thumb|300px| À medida que a temperatura decresce, o pico da curva de radiação do corpo negro, move-se para mais baixas intensidades e comprimentos de ondas maiores.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Radiação de corpo negro é o tipo de radiação eletromagnética dentro ou em torno de um corpo em equilíbrio termodinâmico com o seu ambiente, ou a luz emitida por um corpo negro (um corpo opaco e não-reflexivo), realizada por uma constante temperatura uniforme. A radiação tem um espectro e intensidade específica que depende apenas da temperatura do corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um recinto perfeitamente isolado que se encontra em equilíbrio térmico contém internamente de radiação de corpo negro e vai emitir-se através de um orifício feito na sua parede,..&lt;br /&gt;
Um corpo negro à temperatura ambiente, torna-se preto, como a maior parte da energia que é irradia é [[infravermelha]] e não pode ser percebida pelo olho humano. Em temperaturas mais elevadas, os órgãos pretos brilham com o aumento da intensidade e as cores variam de vermelho escuro a , incrivelmente , brilhante azul-branco quando a temperatura aumenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;A lei de Planck da radiação de corpo negro&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei de Planck estabelece que&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=&amp;quot;Rybicki 1979 22&amp;quot;&amp;gt;{{harvnb|Rybicki|Lightman|1979|p=22}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;I(\nu,T) =\frac{ 2 h\nu^{3}}{c^2}\frac{1}{ e^{\frac{h\nu}{kT}}-1}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
onde&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;I&amp;#039;&amp;#039;(&amp;#039;&amp;#039;ν&amp;#039;&amp;#039;,&amp;#039;&amp;#039;T&amp;#039;&amp;#039;) é a [[energia]] por unidade [[tempo]] ou [[energia]] radiada por unidade de área de superfície de saída na [[Normal (geometria) | Normal]] direção por unidade [[ângulo sólido]] por unidade [[frequência]] por um corpo negro à temperatura &amp;#039;&amp;#039;T&amp;#039;&amp;#039;;&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;h&amp;#039;&amp;#039; é a [[Constante de Planck ]];&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;c&amp;#039;&amp;#039; é a [[velocidade da luz]] no [[vácuo]];&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;k&amp;#039;&amp;#039; é a [[Constante de Boltzmann ]];&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;ν&amp;#039;&amp;#039; é a [[frequência]] da radiação eletromagnética; e&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;T&amp;#039;&amp;#039; é a [[temperatura]] do corpo em [[kelvin]]s.&lt;br /&gt;
=== A representação do estado ===&lt;br /&gt;
No formalismo da mecânica quântica, o [[estado]] de um sistema num dado instante de tempo pode ser representado de duas formas principais:&lt;br /&gt;
# O estado é representado por uma função complexa das [[posição|posições]] ou dos [[momento linear|momenta]] de cada partícula que compõe o sistema. Essa representação é chamada [[função de onda]].&lt;br /&gt;
# Também é possível representar o estado por um [[vetor]] num [[espaço vetorial complexo]].&amp;lt;ref&amp;gt;{{citation&lt;br /&gt;
|title=Quantum Mechanics Symmetries, Second Edition, cap. 2,&lt;br /&gt;
|first1=Walter&lt;br /&gt;
|last1=Greiner&lt;br /&gt;
|first2=Berndt&lt;br /&gt;
|last2=Müller&lt;br /&gt;
|publisher=Springer-Verlag&lt;br /&gt;
|year=1994&lt;br /&gt;
|isbn=3-540-58080-8&lt;br /&gt;
|page=52&lt;br /&gt;
|url=http://books.google.com/books?id=gCfvWx6vuzUC&amp;amp;pg=PA52}}&amp;lt;/ref&amp;gt; Esta representação do estado quântico é chamada [[vetor de estado]]. Devido à notação introduzida por [[Paul Dirac]], tais vetores são usualmente chamados kets (sing.: ket).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suma, tanto as &amp;quot;funções de onda&amp;quot; quanto os &amp;quot;vetores de estado&amp;quot; (ou kets) representam os estados de um dado sistema físico de forma &amp;#039;&amp;#039;completa&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;equivalente&amp;#039;&amp;#039; e as leis da mecânica quântica descrevem como vetores de estado e funções de onda evoluem no tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes objetos matemáticos abstratos (kets e funções de onda) permitem o cálculo da [[probabilidade]] de se obter resultados específicos em um experimento concreto. Por exemplo, o formalismo da mecânica quântica permite que se calcule a probabilidade de encontrar um elétron em uma região particular em torno do núcleo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compreender seriamente o cálculo das probabilidades a partir da informação representada nos vetores de estado e funções de onda é preciso dominar alguns fundamentos de [[álgebra linear]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Formulação matemática ==&lt;br /&gt;
{{Artigo principal|[[Formulação matemática da mecânica quântica]]}}&lt;br /&gt;
Muitos fenômenos quânticos difíceis de se imaginar concretamente podem compreendidos com um pouco de abstração matemática. Há três conceitos fundamentais da matemática - mais especificamente da [[álgebra linear]] - que são empregados constantemente pela mecânica quântica. São estes: (1) o conceito de [[operador (física)|operador]]; (2) de [[autovetor]]; e (3) de [[autovalor]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Vetores e espaços vetoriais ===&lt;br /&gt;
{{Artigo principal|[[Espaço vetorial]]}}&lt;br /&gt;
Na álgebra linear, um &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;espaço vetorial&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (ou o espaço linear) é uma coleção dos objetos abstratos (chamados &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;vetores&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;) que possuem algumas propriedades que não serão completamente detalhadas aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por agora, importa saber que tais objetos (vetores) podem ser adicionados uns aos outros e multiplicados por um número escalar. O resultado dessas operações é sempre um vetor pertencente ao mesmo espaço. Os espaços vetoriais são os objetos básicos do estudo na álgebra linear, e têm várias aplicações na matemática, na ciência, e na engenharia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O espaço vetorial mais simples e familiar é o espaço Euclidiano bidimensinal. Os vetores neste espaço são [[pares ordenados]] e são representados graficamente como &amp;quot;setas&amp;quot; dotadas de módulo, direção e sentido. No caso do espaço euclidiano bidimensional, a soma de dois vetores quaisquer pode ser realizada utilizando a regra do paralelogramo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os vetores também podem ser multiplicados por um escalar - que no espaço Euclidiano é sempre um número real. Esta multiplicação por escalar poderá alterar o módulo do vetor e seu sentido, mas preservará sua direção. O comportamento de vetores geométricos sob estas operações fornece um bom modelo intuitivo para o comportamento dos vetores em espaços mais abstratos, que não precisam de ter a mesma interpretação geométrica. Como exemplo, é possível citar o espaço de Hilbert (onde &amp;quot;habitam&amp;quot; os vetores da mecânica quântica). Sendo ele também um espaço vetorial, é certo que possui propriedades análogas àquelas do espaço Euclidiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Os operadores na mecânica quântica ===&lt;br /&gt;
{{Artigo principal|[[Transformação linear]]}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;operador&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é um ente matemático que estabelece uma relação funcional entre dois espaços vetoriais. A relação funcional que um operador estabelece pode ser chamada &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;transformação linear&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Os detalhes mais formais não serão apontados aqui. Interessa, por enquanto, desenvolver uma ideia mais intuitiva do que são esses operadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, considere o Espaço Euclidiano. Para cada vetor nesse espaço é possível executar uma rotação (de um certo ângulo) e encontrar outro vetor no mesmo espaço. Como essa rotação é uma relação funcional entre os vetores de um espaço, podemos definir um operador que realize essa transformação. Assim, dois exemplos bastante concretos de operadores são os de rotação e translação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista teórico, a semente da ruptura entre as física quântica e clássica está no emprego dos operadores. Na mecânica clássica, é usual descrever o movimento de uma partícula com uma função &amp;#039;&amp;#039;escalar&amp;#039;&amp;#039; do tempo. Por exemplo, imagine que vemos um vaso de flor caindo de uma janela. Em cada instante de tempo podemos calcular a que altura se encontra o vaso. Em outras palavras, descrevemos a grandeza &amp;#039;&amp;#039;posição&amp;#039;&amp;#039; com um número (escalar) que varia em função do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma característica distintiva na mecânica quântica é o uso de operadores para representar grandezas físicas. Ou seja, não são somente as rotações e translações que podem ser representadas por operadores. Na mecânica quântica grandezas como posição, momento linear, momento angular e energia também são representados por operadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até este ponto já é possível perceber que a mecânica quântica descreve a natureza de forma bastante abstrata. Em suma, os estados que um sistema físico pode ocupar são representados por vetores de estado (kets) ou funções de onda (que também são vetores, só que no espaço das funções). As grandezas físicas não são representadas diretamente por escalares (como 10 m, por exemplo), mas por operadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para compreender como essa forma abstrata de representar a natureza fornece informações sobre experimentos reais é preciso discutir um último tópico da álgebra linear: o problema de autovalor e autovetor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O problema de autovalor e autovetor ===&lt;br /&gt;
O problema de autovalor e autovetor é um problema matemático abstrato sem o qual não é possível compreender seriamente o significado da mecânica quântica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, considere o [[operador]] &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; de uma transformação linear arbitrária que relacione vetores de um [[espaço vetorial|espaço]] &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;E&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; com vetores do mesmo espaço &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;E&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Neste caso, escreve-se [eq.01]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A} : E \mapsto E &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observe que qualquer matriz quadrada satisfaz a condição imposta acima desde que os vetores no espaço &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;E&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; possam ser representados como matrizes-coluna e que a atuação de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; sobre os vetores de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;E&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ocorra conforme o produto de matrizes a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
    \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    a_{11} &amp;amp; a_{12} &amp;amp; \cdots &amp;amp; a_{1m} \\&lt;br /&gt;
    a_{21} &amp;amp; a_{22} &amp;amp; \cdots &amp;amp; a_{2m} \\&lt;br /&gt;
    \vdots &amp;amp; \vdots &amp;amp; \ddots &amp;amp; \vdots \\&lt;br /&gt;
    a_{m1} &amp;amp; a_{m2} &amp;amp; \cdots &amp;amp; a_{mm}&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix}&lt;br /&gt;
    \cdot&lt;br /&gt;
    \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    b_{1} \\&lt;br /&gt;
    b_{2} \\&lt;br /&gt;
    \vdots \\&lt;br /&gt;
    b_{m}&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix}&lt;br /&gt;
    =&lt;br /&gt;
    \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    c_{1} \\&lt;br /&gt;
    c_{2} \\&lt;br /&gt;
    \vdots \\&lt;br /&gt;
    c_{m}&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como foi dito, a equação acima ilustra muito bem a atuação de um operador do tipo definido em [eq.01]. Porém, é possível representar a mesma ideia de forma mais compacta e geral sem fazer referência à representação matricial dos operadores lineares [eq.02]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A} \cdot \vec{b} = \vec{c} &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para cada operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; existe um conjunto &amp;lt;math&amp;gt;\{ \vec{\nu_1}, \vec{\nu_2}, \ldots, \vec{\nu_n} \}&amp;lt;/math&amp;gt; tal que cada vetor do conjunto satisfaz [eq.03]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A} \cdot \vec{ \nu_i } = \lambda_i \cdot \vec{ \nu_i } &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\lambda_i \in \mathbb{C}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;i = 1, 2, 3, \ldots, n &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação acima é chamada &amp;#039;&amp;#039;equação de autovalor e autovetor&amp;#039;&amp;#039;. Os vetores do conjunto &amp;lt;math&amp;gt;\{ \vec{\nu_1}, \vec{\nu_2}, \ldots, \vec{\nu_n} \}&amp;lt;/math&amp;gt; são chamados &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;autovetores&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Os escalares do conjunto  &amp;lt;math&amp;gt;\{ \lambda_1, \lambda_2, \ldots, \lambda_n \}&amp;lt;/math&amp;gt; são chamados &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;autovalores&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. O conjunto dos autovalores &amp;lt;math&amp;gt;\lambda_i&amp;lt;/math&amp;gt; também é chamado espectro do operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para cada autovalor corresponde um autovetor e o número de pares autovalor-autovetor é igual à dimensão do espaço &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;E&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; onde o operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; está definido. Em geral, o espectro de um operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; qualquer não é contínuo, mas discreto. Encontrar os autovetores e autovalores para um dado operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é o chamado &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;problema de autovalor e autovetor&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De antemão o problema de autovalor e autovetor possui duas características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;(1)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;lt;math&amp;gt; \vec{ \nu_i } = \vec{0} &amp;lt;/math&amp;gt; satisfaz o problema para qualquer operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Por isso, o vetor nulo &amp;lt;math&amp;gt; \vec{0} &amp;lt;/math&amp;gt; não é considerado uma resposta do problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;(2)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Se &amp;lt;math&amp;gt; \vec{ \nu_i } &amp;lt;/math&amp;gt; satisfaz a equação de autovalor e autovetor, então seu múltiplo &amp;lt;math&amp;gt; c \cdot \vec{ \nu_i } &amp;lt;/math&amp;gt; também é uma resposta ao problema para qualquer &amp;lt;math&amp;gt;c \in \mathbb{C}.&amp;lt;/math&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, a solução geral do problema de autovalor e autovetor é bastante simples. A saber:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A} \cdot \vec{ \nu } = \lambda \cdot \vec{ \nu } &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\therefore \hat{A} \cdot \vec{ \nu } = \hat{\lambda} \cdot \vec{ \nu } &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\therefore \{ \hat{A} - \hat{\lambda} \} \cdot \vec{ \nu } = \vec{ 0 } &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\hat{\lambda}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=   \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    \lambda &amp;amp; 0 &amp;amp; \cdots &amp;amp; 0 \\&lt;br /&gt;
    0 &amp;amp; \lambda &amp;amp; \cdots &amp;amp; 0 \\&lt;br /&gt;
    \vdots &amp;amp; \vdots &amp;amp; \ddots &amp;amp; \vdots \\&lt;br /&gt;
    0 &amp;amp; 0 &amp;amp; \cdots &amp;amp; \lambda&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como &amp;lt;math&amp;gt; \vec{ \nu_i } = \vec{0} &amp;lt;/math&amp;gt; não pode ser considerado uma solução do problema, é necessário que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt; det \{ \hat{A} - \hat{\lambda} \} = 0 &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equação acima é um polinômio de grau n. Portanto, para qualquer operador &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A} : E \mapsto E &amp;lt;/math&amp;gt; há n quantidades escalares &amp;lt;math&amp;gt;\lambda_i \in \mathbb{C}&amp;lt;/math&amp;gt; distintas ou não tais que a equação de autovetor e autovalor é satisfeita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os autovetores correspondentes aos autovalores &amp;lt;math&amp;gt;\{ \lambda_1, \lambda_2, \ldots, \lambda_n \}&amp;lt;/math&amp;gt; de um operador &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; podem ser obtidos facilmente substituindo os autovalores um a um na [eq.03].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O significado físico dos operadores, seus autovetores e autovalores ===&lt;br /&gt;
Para compreender o significado físico de toda essa representação matemática abstrata, considere o exemplo do operador de Spin na direção z: &amp;lt;math&amp;gt; \hat{S_z} .&amp;lt;/math&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na mecânica quântica, cada partícula tem associada a si uma quantidade sem análogo clássico chamada [[spin]] ou [[momento angular]] intrínseco. O spin de uma partícula é representado como um vetor com projeções nos eixos x, y e z. A cada projeção do vetor spin :&amp;lt;math&amp;gt; \vec {S} &amp;lt;/math&amp;gt; corresponde um operador:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \vec {S} = ( \hat{S_x}, \hat{S_y}, \hat{S_z} ) &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O operador &amp;lt;math&amp;gt; \hat{S_z} &amp;lt;/math&amp;gt; é geralmente representado da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
\hat{S_z} =&lt;br /&gt;
\hbar /2 \cdot&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    1 &amp;amp; 0\\&lt;br /&gt;
    0 &amp;amp; -1\\&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível resolver o problema de autovetor e autovalor para o operador &amp;lt;math&amp;gt; \hat{S_z} .&amp;lt;/math&amp;gt; Nesse caso obtém-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; det \left( \hat{S_z} - \hat{\lambda} \right) = 0 &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ou seja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
det\left(&lt;br /&gt;
    \begin{bmatrix}&lt;br /&gt;
    \hbar /2 - \lambda &amp;amp; 0\\&lt;br /&gt;
    0 &amp;amp; -\hbar /2 - \lambda\\&lt;br /&gt;
    \end{bmatrix} \right) =&lt;br /&gt;
\left( \frac{\hbar}{2} - \lambda \right) \cdot \left(\frac{\hbar}{2} + \lambda\right) = 0 &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, os autovalores são &amp;lt;math&amp;gt;\frac{\hbar}{2}&amp;lt;/math&amp;gt; e &amp;lt;math&amp;gt;-\frac{\hbar}{2}.&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aspectos históricos ==&lt;br /&gt;
{{Artigo principal|[[História da mecânica quântica]]}}&lt;br /&gt;
A &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;história da mecânica quântica&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; começou essencialmente em [[1838]] com a descoberta  dos [[raios catódicos]] por [[Michael Faraday]], a enunciação em [[1859]] do problema da radiação de corpo negro por [[Gustavo Kirchhoff]], a sugestão [[1877]] por [[Ludwig Boltzmann]] que os estados de energia de um sistema físico poderiam ser discretos, e a hipótese por Planck em 1900 de que toda a energia é irradiada e absorvida na forma de elementos discretos chamados &amp;#039;&amp;#039;quanta&amp;#039;&amp;#039;. Segundo Planck, cada um desses quanta tem energia proporcional à frequência ν da radiação eletromagnética emitida ou absorvida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;E = h \nu = \hbar \omega&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Planck insistiu que este foi apenas um aspecto dos processos de absorção e emissão de radiação e não tinha nada a ver com a realidade física da radiação em si.&amp;lt;ref&amp;gt;[[Thomas Samuel Kuhn|T.S. Kuhn]], &amp;#039;&amp;#039;Black-body theory and the quantum discontinuity 1894-1912&amp;#039;&amp;#039;, Clarendon Press, Oxford, 1978.&amp;lt;/ref&amp;gt; No entanto, naquele tempo isso parecia não explicar o [[efeito fotoelétrico]] (1839), ou seja, que a luz brilhante em certos materiais pode ejetar elétrons do material. Em 1905, baseando seu trabalho na hipótese quântica de Planck, [[Albert Einstein]] postulou que a própria [[luz]] é formada por quanta individuais.&amp;lt;ref&amp;gt;A. Einstein, &amp;#039;&amp;#039;Über einen die Erzeugung und Verwandlung des Lichtes betreffenden heuristischen Gesichtspunkt (Um ponto de vista heurístico a respeito da produção e transformação da luz)&amp;#039;&amp;#039;, [[Annalen der Physik]] &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;17&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (1905) 132-148 (reimpresso em &amp;#039;&amp;#039;The collected papers of Albert Einstein,&amp;#039;&amp;#039; John Stachel, editor, Princeton University Press, 1989, Vol. 2, pp. 149-166, em alemão; ver também &amp;#039;&amp;#039;Einstein&amp;#039;s early work on the quantum hypothesis,&amp;#039;&amp;#039; ibid. pp. 134-148).&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meados da década de 1920, a evolução da mecânica quântica rapidamente fez com que ela se tornasse a formulação padrão para a física atômica. No verão de 1925, Bohr e Heisenberg publicaram resultados que fechavam a &amp;quot;[[Antiga teoria quântica]]&amp;quot;. Quanta de luz vieram a ser chamados [[fótons]] (1926). Da simples postulação de Einstein nasceu uma enxurrada de debates, teorias e testes e, então, todo o campo da física quântica, levando à sua maior aceitação na quinta [[Conferência de Solvay]] em 1927.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Princípios ==&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Primeiro princípio: Princípio da superposição&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
Na mecânica quântica, o &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;estado de um sistema físico&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é definido pelo conjunto de todas as informações que podem ser extraídas desse sistema ao se efetuar alguma [[medida]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na mecânica quântica, todos os estados são representados por vetores em um espaço vetorial complexo: o [[Espaço de Hilbert]] &amp;#039;&amp;#039;H&amp;#039;&amp;#039;. Assim, cada vetor no espaço &amp;#039;&amp;#039;H&amp;#039;&amp;#039; representa um estado que poderia ser ocupado pelo sistema. Portanto, dados dois estados quaisquer, a soma algébrica (superposição) deles também é um estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a [[norma (matemática)|norma]] dos vetores de estado não possui significado físico, todos os vetores de estado são preferencialmente normalizados. Na notação de Dirac, os vetores de estado são chamados &amp;quot;Kets&amp;quot; e são representados como aparece a seguir:&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\mid\psi\rangle&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Usualmente, na matemática, são chamados [[Funcional linear|funcionais]] todas as funções lineares que associam  vetores de um espaço vetorial qualquer a um escalar. É sabido que os funcionais dos vetores de um espaço também formam um espaço, que é chamado [[espaço dual]]. Na notação de Dirac, os funcionais - elementos do Espaço Dual - são chamados &amp;quot;Bras&amp;quot; e são representados como aparece a seguir:&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;\langle\psi\mid&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Segundo princípio: Medida de grandezas físicas&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
:: a) Para toda grandeza física &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039; é associado um operador linear auto-adjunto &amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039; pertencente a &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039;: &amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039; é o &amp;#039;&amp;#039;observável&amp;#039;&amp;#039; ([[autovalores|autovalor]] do operador) representando a grandeza &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
:: b) Seja &amp;lt;math&amp;gt;|\psi(t) \rangle&amp;lt;/math&amp;gt; o estado no qual o sistema se encontra no momento onde efetuamos a medida de &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039;. Qualquer que seja &amp;lt;math&amp;gt;|\psi(t) \rangle,&amp;lt;/math&amp;gt; os únicos resultados possíveis são os autovalores de &amp;lt;math&amp;gt;a_{\alpha}&amp;lt;/math&amp;gt; do observável &amp;#039;&amp;#039;Â&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
:: c) Sendo &amp;lt;math&amp;gt;\hat{A}_{\alpha}&amp;lt;/math&amp;gt; o projetor sobre o subespaço associado ao valor próprio &amp;lt;math&amp;gt;a_{\alpha},&amp;lt;/math&amp;gt; a probablidade de encontrar o valor &amp;lt;math&amp;gt;a_{\alpha}&amp;lt;/math&amp;gt; em uma medida de &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039; é:&lt;br /&gt;
::: &amp;lt;math&amp;gt;\mathcal{P}(a_{\alpha})=\|\psi_{\alpha}\|^2 &amp;lt;/math&amp;gt; onde &amp;lt;math&amp;gt; |\psi_{\alpha}\rangle =\hat{A}_{\alpha}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
:: d) Imediatamente após uma medida de &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039;, que resultou no valor &amp;lt;math&amp;gt;a_{\alpha},&amp;lt;/math&amp;gt; o novo estado &amp;lt;math&amp;gt;|\psi&amp;#039; \rangle&amp;lt;/math&amp;gt; do sistema é&lt;br /&gt;
::: &amp;lt;math&amp;gt;|\psi&amp;#039; \rangle={|\psi_{\alpha} \rangle}/{\|\psi_{\alpha}\|^2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Terceiro princípio: Evolução do sistema&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
Seja &amp;lt;math&amp;gt;|\psi(t) \rangle &amp;lt;/math&amp;gt; o estado de um sistema ao instante &amp;#039;&amp;#039;t&amp;#039;&amp;#039;. Se o sistema não é submetido a nenhuma observação, sua evolução, ao longo do tempo, é regida pela equação de [[Schrödinger]]:&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;i\hbar\frac{d}{dt}|\psi(t) \rangle =\hat{H}|\psi(t) \rangle &amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;\hat{H}&amp;lt;/math&amp;gt; é o [[hamiltoniano]] do sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Conclusões ==&lt;br /&gt;
As conclusões mais importantes são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em estados ligados, como o elétron girando ao redor do núcleo de um átomo, a [[energia]] não se troca de modo contínuo, mas sim de modo discreto (descontínuo), em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A ideia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a [[Max Planck]].&lt;br /&gt;
* O fato de ser impossível atribuir &amp;#039;&amp;#039;ao mesmo tempo&amp;#039;&amp;#039; uma posição e um momento exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de [[trajetória]], vital em [[Mecânica Clássica]]. Em vez de trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma [[função de onda]], que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por [[Max Born]] como uma medida da &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;probabilidade&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de [[Copenhagen]]. Para descrever a dinâmica de um sistema quântico deve-se, portanto, achar sua função de onda, e para este efeito usam-se as equações de movimento, propostas por [[Werner Heisenberg]] e [[Erwin Schrödinger]] independentemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a [[década de 1930]], a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o [[problema da medição]] em Mecânica Quântica e sua relação com a [[não-localidade]] e [[causalidade]]. Já em [[1935]], [[Albert Einstein|Einstein]], [[Boris Podolsky|Podolski]] e [[Nathan Rosen|Rosen]] publicaram seu &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Gedankenexperiment&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos [[década de 1960|anos 60]] [[John Stewart Bell|J. S. Bell]] publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade — ou pelo menos como a entendemos classicamente — ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas [[Teorema de Bell|desigualdades de Bell]] e foram testadas experimentalmente por [[Alain Aspect]], [[P. Grangier]], [[Jean Dalibard]] em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria clássica, e que incluem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Espectro de Radiação do [[Corpo negro]], resolvido por [[Max Planck]] com a proposição da quantização da energia.&lt;br /&gt;
* Explicação do [[experimento da dupla fenda]], no qual eléctrons produzem um padrão de [[interferência]] condizente com o comportamento ondular.&lt;br /&gt;
* Explicação por [[Albert Einstein]] do [[Efeito fotoeléctrico|efeito fotoelétrico]] descoberto por [[Heinrich Hertz]], onde propõe que a luz também se propaga em &amp;#039;&amp;#039;quanta&amp;#039;&amp;#039; (pacotes de energia definida), os chamados [[fóton]]s.&lt;br /&gt;
* O [[Efeito Compton]], no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua energia for grande o bastante.&lt;br /&gt;
* A questão do [[calor específico]] de [[sólido]]s sob baixas temperaturas, cuja discrepância foi explicada pelas teorias de [[Albert Einstein|Einstein]] e de [[Debye]], baseadas na [[equipartição de energia]] segundo a interpretação quantizada de Planck.&lt;br /&gt;
* A absorção ressonante e discreta de energia por gases, provada no [[experimento de Franck-Hertz]] quando submetidos a certos valores de diferença de potencial elétrico.&lt;br /&gt;
* A explicação da estabilidade atômica e da natureza discreta das [[Raia espectral|raias espectrais]], graças ao modelo do [[átomo de Bohr]], que postulava a quantização dos níveis de energia do átomo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como [[Erwin Schrödinger]], [[Werner Heisenberg]], [[Albert Einstein|Einstein]], [[Paul Adrien Maurice Dirac|P.A.M. Dirac]], [[Niels Bohr]] e [[John von Neumann]], entre outros (de uma longa lista).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Formalismos ==&lt;br /&gt;
Mais tarde, foi introduzido o formalismo [[hamiltoniano]], baseado matematicamente no uso do lagrangiano, mas cuja elaboração matemática é muitas vezes mais fácil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
* {{Referência a livro&lt;br /&gt;
|autor=Mehra, J.; Rechenberg, H.&lt;br /&gt;
|título=The historical development of quantum theory&lt;br /&gt;
|idioma={{Código língua|en=1}}&lt;br /&gt;
|editora=Springer-Verlag&lt;br /&gt;
|ano=1982&lt;br /&gt;
|edição= |local= |páginas= |volumes= |volume= |id=}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* {{Referência a livro&lt;br /&gt;
|autor=Kuhn, T.S.&lt;br /&gt;
|título=Black-body theory and the quantum discontinuity 1894-1912&lt;br /&gt;
|idioma={{Código língua|en=1}}&lt;br /&gt;
|editora=Clarendon Press |local=[[Oxford]]&lt;br /&gt;
|ano=1978&lt;br /&gt;
|edição= |páginas= |volumes= |volume= |id=}} &amp;#039;&amp;#039;Nota: O &amp;quot;Princípio da Incerteza&amp;quot; de Heisenberg é parte  central dessa teoria e daí nasceu a famosa equação de densidade de probalidade de Schrödinger.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
{{commonscat|Quantum mechanics}}&lt;br /&gt;
{{Wikilivros|Física quântica para crianças}}&lt;br /&gt;
* [[Introdução à mecânica quântica]]&lt;br /&gt;
* [[Teoria quântica de campos]]&lt;br /&gt;
* [[Vácuo quântico]]&lt;br /&gt;
* [[Efeito túnel]]&lt;br /&gt;
* [[Interpretações da mecânica quântica]]&lt;br /&gt;
* [[Academia Internacional de Ciências Moleculares Quânticas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{física-rodapé}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Mecânica quântica| ]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cosmologia]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Bom interwiki|zh}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Link FA|uk}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
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