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	<title>Fordlândia - Histórico de revisões</title>
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	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
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		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Fordl%C3%A2ndia&amp;diff=11193&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: 1 edição importada</title>
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		<updated>2016-11-24T18:49:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;1 edição importada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{geocoordenadas|3_47_60_S_55_28_60_W_type:forest(117100)_region:BR|3° 48&amp;#039; S 55° 29&amp;#039; O}}&lt;br /&gt;
{{Info/Distrito do Brasil&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Cabeçalho --&amp;gt;&lt;br /&gt;
 |nome                 = Fordlândia&lt;br /&gt;
 |foto                 = FordlandiaMainWarehouse.jpg&lt;br /&gt;
 |leg_foto             = Prédio principal, Fordlândia. Setembro de 2014.&lt;br /&gt;
 |apelido              = Cidade de Ford&lt;br /&gt;
 |fundação             = {{Dtlink|30|9|1927|idade}}&lt;br /&gt;
 &amp;lt;!-- Características geográficas --&amp;gt;&lt;br /&gt;
 | município            = [[Aveiro (Pará)|Aveiro]]&lt;br /&gt;
 | estado               = [[Pará]]&lt;br /&gt;
 | altitude             = &lt;br /&gt;
 | clima                = Equatorial Amazônico&lt;br /&gt;
 &amp;lt;!-- Indicadores --&amp;gt;&lt;br /&gt;
 | área                 = 14.568&lt;br /&gt;
 | população            = 1176 &amp;lt;small&amp;gt;(IBGE/2010)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;ref name=&amp;quot;Sinopseset&amp;quot;&amp;gt;[http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopseporsetores/?nivel=st Sinopse por setores - Censo IBGE 2010]. Instituto Brasileiro de Geografia Estatística&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
 | densidade            = &lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fordlândia&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a denominação dada ao distrito&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.flatout.com.br/fordlandia-a-historia-da-cidade-utopica-que-henry-ford-construiu-na-amazonia/ Fordlândia: a cidade utópica que Henri Ford construiu na Amazônia] - FlatOut Brasil&amp;lt;/ref&amp;gt; e à área adjacente de 14 568&amp;amp;nbsp;km², no município de [[Aveiro (Pará)|Aveiro]], no estado do [[Pará]], às margens do [[Rio Tapajós]]. Recebeu este nome porque no passado foi uma &amp;#039;&amp;#039;[[company town]]&amp;#039;&amp;#039; e projeto agro-industrial.&amp;lt;ref&amp;gt;MOTA, G.; SILVA, C. N.; PALHETA, J. N. (et.al). Caminhos e Lugares da Amazônia: Ciência, Natureza e Território. Belém: GAPTA/UFPA, 2009. p. 125&amp;lt;/ref&amp;gt; Atualmente pleiteia emancipação política.&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.eliasjuniornoticias.com.br/2012/03/carta-do-leitor-lutar-pela-emancipacao.html Luta pela emancipação de Fordlândia] - E.J. Notícias&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/consulta/busca?b=ad&amp;amp;id=384733&amp;amp;biblioteca=vazio&amp;amp;busca=autoria:%22SANTOS,%20W.H.P.%22&amp;amp;qFacets=autoria:%22SANTOS,%20W.H.P.%22&amp;amp;sort=&amp;amp;paginacao=t&amp;amp;paginaAtual=1 Belterra e Fordlandia: a busca da emancipação.] - BDPA Embrapa&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto &amp;quot;Fordlândia&amp;quot;, que emprestou o nome ao atual distrito de Aveiro, foi vasta área de terras adquiridas pelo empresário norte-americano [[Henry Ford]], através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do estado do [[Pará]], por iniciativa do governador [[Dionísio Bentes]] e aprovada pela Assembleia Legislativa, em [[30 de setembro]] de [[1927]]. O projeto foi oficialmente encerrado em 24 de dezembro de 1945, em acordo entre a Ford e o governo federal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História ==&lt;br /&gt;
Ford tinha a intenção de usar &amp;#039;&amp;#039;Fordlândia&amp;#039;&amp;#039; para abastecer sua empresa de [[látex]] necessário a confecção de [[pneu]]s para seus automóveis, então dependentes da [[borracha]] produzida na [[Malásia]], na época colônia [[Reino Unido|britânica]]. Os termos da concessão isentavam a Companhia Ford do pagamento de qualquer taxa de exportação de borracha, látex, pele, couro, petróleo, sementes, madeira e outros bem produzido na gleba. As negociações foram conduzidas por Jorge Dumont Villares, representante do governador [[Dionísio Bentes]], em visita [[Henry Ford]] nos EUA. No Brasil a Ford foi representada por O. Z. Ide e W. L. Reeves Blakeley.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |year=2009 |title=Fordlandia: The Rise and Fall of Henry Ford&amp;#039;s Forgotten Jungle City |author=Greg Grandin |isbn=0805082360 |page=183}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terra era infértil e pedregosa e nenhum dos gerentes de [[Ford]] tinha experiência em [[agricultura]] [[equatorial]], acarretando no plantio incorreto das [[seringueira]]s - árvores de onde se extrai o látex - plantadas muito próximas uma das outras, o oposto das naturalmente muito espaçadas na selva, foram presa fácil para pragas agrícolas, principalmente micro-organismos do gênero &amp;#039;&amp;#039;Microcyclus&amp;#039;&amp;#039; que dizimaram as plantações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os [[trabalhador]]es das plantações recebiam uma [[alimentação]] típica norte-americana, como [[hambúrguer]]es, instalados em habitações também ao estilo norte-americano, obrigados a usar [[crachá]]s e comandados num estilo a que não estavam habituados, o que causava conflitos e baixa produtividade. Em [[1930]], os trabalhadores locais se revoltaram contra gerentes truculentos, que tiveram que se esconder na [[selva]] até o [[exército brasileiro]] intervir e restabelecer a ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O governo brasileiro suspeitava dos investimentos estrangeiros, especialmente na [[Amazônia]], e oferecia pouca ajuda. Ford ainda tentou realocar as plantações em [[Belterra]], mais para o norte, onde as condições para a seringueira eram melhores mas, a partir de [[1945]], novas tecnologias permitiam fabricar pneus a partir de derivados de [[petróleo]], o que tornou o empreendimento um total desastre, causando prejuízos de mais de vinte milhões de [[dólar]]es.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fim do projeto ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o falecimento de [[Henry Ford]], seu neto [[Henry Ford II]] assumiu o comando da empresa nos Estados Unidos e decidiu encerrar o projeto de plantação de seringueiras no Brasil. Através do Decreto 8.440 de [[24 de dezembro]] de [[1945]], o Governo Federal brasileiro definiu as condições de compra do acervo da Companhia Ford Industrial do Brasil: a Ford foi indenizada em aproximadamente US$ 250.000, e o governo brasileiro assumiu as obrigações trabalhistas dos trabalhadores remanescentes, além de receber seis escolas (quatro em Belterra e duas em Fordlândia); dois hospitais; estações de captação, tratamento e distribuição de água nas duas cidades; usinas de força; mais de 70 quilômetros de estradas; dois portos fluviais; estação de rádio e telefonia; duas mil casas para trabalhadores; trinta galpões; centros de análise de doenças e autópsias; duas unidades de beneficiamento de látex; vilas de casas para a administração; departamento de pesquisa e análise de solo; plantação de 1 900.000 seringueiras em Fordlândia e 3 200.000 em Belterra &amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.conexaooeste.com.br/index.php?exibe=reportagens&amp;amp;id=28 Breve Relato da Presença Americana na Amazônia] - Conexão Oeste, maio de 2009&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 1945 - presente ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a desativação do projeto, os antigos trabalhadores da Ford preferiram ficar estabelecidos na localidade, visto que era dotada de grande infra-estrutura. Este fato atraiu também moradores do entorno, que viram a oportunidade de fixar residência na localidade, após o abandono de muitas edificações em boas condições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A economia de Fordlândia passou a depender, desde então, da agropecuária, do extrativismo e da pesca. O &amp;#039;&amp;#039;boom&amp;#039;&amp;#039; agropecuário ocorreu com maior intensidade com a abertura, na década de 1970, da [[BR-163|rodovia Cuiabá-Santarém]], que trouxe para a região uma nova [[Fronteira agrícola Amazônica|fronteira agrícola]]. A fronteira atraiu para o entorno de Fordlândia, na década de 2000, as grandes áreas cultivadas de soja, transformando profundamente a economia local.&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.observatoriodoagronegocio.com.br/page41/files/soja_para.pdf “Os Impactos Sociais da Soja no Pará”] - Comissão Pastoral da Terra/Diocese de Santarém - 29 de ago. de 2008&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora seja caracterizada na imprensa como &amp;quot;[[cidade fantasma]]&amp;quot;, o distrito possui moradores fixos e permanentes. Em 2010 o IBGE contabilizou cerca de 1200 residentes somente na vila, números que somados ao território total do distrito chega a cerca de 2000 moradores em Fordlândia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Na cultura popular ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Forlândia não foi completamente esquecida. Músicos e escritores já destacaram a utopia de Ford em suas obras. A cantora e compositora [[Kate Campbell]], por exemplo, imortalizou Fordlândia e sua decadência em seu álbum de 2008 &amp;quot;Save the Day&amp;quot;. Ainda nesse ano, o compositor islandês [[Jóhann Jóhannsson]] lançou um álbum intitulado Fordlandia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na literatura, o historiador da Universidade de Nova Iorque Greg Grandin lançou o livro &amp;quot;Fordlandia – A ascensão e a queda da cidade perdida na selva de Henry Ford&amp;quot;, considerado um dos cem melhores livros publicados em 2009 pela [[Amazon]].&amp;lt;ref&amp;gt;[http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103355-15220,00-COMO+A+AMAZONIA+DERROTOU+O+MAIOR+INDUSTRIAL+DA+HISTORIA.html Como a Amazônia derrotou o maior industrial da história]&amp;lt;/ref&amp;gt; Além disso, um documentário sobre a cidade também foi desenvolvido pelos brasileiros Marinho Andrade e Daniel Augusto.&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.terra.com.br/istoe/1884/artes/1884_delirio_perdido_de_ford.htm O delírio perdido de Ford]&amp;lt;/ref&amp;gt; O escritor argentino Eduardo Sguiglia lançou o livro &amp;quot;Fordlândia&amp;quot; ([[Editora Iluminuras]], 1997), escolhido como um dos quatro melhores trabalhos de ficção pela [[The Washington Post]] (2000).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
* [[Ciclo da borracha]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Dempsey, Mary A. &amp;quot;Fordlandia,&amp;quot; Michigan History 1994 78(4): 24-33.&lt;br /&gt;
* Galey, John. &amp;quot;Industrialist in the Wilderness: Henry Ford&amp;#039;s Amazon Venture&amp;#039; Journal of Interamerican Studies and World Affairs 1979 21(2): 261-289. Issn: 0022-1937&lt;br /&gt;
* Grandin. Greg &amp;quot;Fordlandia: The Rise and Fall of Henry Ford&amp;#039;s Forgotten Jungle City&amp;quot;, 2009, isbn=0805082360&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ligações externas ==&lt;br /&gt;
* {{Link||2=http://historia.abril.com.br/cotidiano/fordlandia-derrapada-ford-436290.shtml |3=Fordlândia: A derrapada do Ford}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Distritos do Pará]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Ford]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Belle Époque Paraense]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:História do Pará]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Fordl%C3%A2ndia&amp;diff=1686&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: uma edição</title>
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		<updated>2013-04-20T21:51:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;uma edição&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{geocoordenadas|3_47_60_S_55_28_60_W_type:forrest(117100)_region:BR|3° 48&amp;#039; S 55° 29&amp;#039; O}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fordlandia - Escritorio local et allée de manguiers.JPG|thumb|300px|Escritório Local à Avenida das Mangueiras, em Fordlândia. Outubro de 2005.]]&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Fordlândia&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; foi o nome dado a uma gleba de terra adquirida pelo empresário norte-americano [[Henry Ford]], através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do Estado do [[Pará]], por iniciativa do governador [[Dionísio Bentes]] e  aprovada pela Assembleia Legislativa, em [[30 de setembro]] de [[1927]]. A área de 14.568 km² fica localizada no município de [[Aveiro (Pará)|Aveiro]], no estado do [[Pará]], às margens do [[Rio Tapajós]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História ==&lt;br /&gt;
Ford tinha a intenção de usar &amp;#039;&amp;#039;Fordlândia&amp;#039;&amp;#039; para abastecer sua empresa de [[látex]] necessário a confecção de [[pneu]]s para seus automóveis, então dependentes da [[borracha]] produzida na [[Malásia]], na época colônia [[Reino Unido|britânica]]. Os termos da concessão isentavam a Companhia Ford do pagamento de qualquer taxa de exportação de borracha, látex, pele, couro, petróleo, sementes, madeira ou qualquer outro bem  produzido na gleba. As negociações foram conduzidas pelo brasileiro Jorge Dumont Villares, representante do governador [[Dionísio Bentes]], que visitou [[Henry Ford]] nos EUA. Os representantes da Ford, para receber a área, foram O. Z. Ide e W. L. Reeves Blakeley.&amp;lt;ref&amp;gt;{{cite book |year=2009 |title=Fordlandia: The Rise and Fall of Henry Ford&amp;#039;s Forgotten Jungle City |author=Greg Grandin |isbn=0805082360 |page=183}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terra era infértil e pedregosa e nenhum dos gerentes de [[Ford]] tinha experiência em [[agricultura]] [[equatorial]]. As [[seringueira]]s, árvores de onde se extrai o látex, plantadas muito próximas entre si, o oposto das naturalmente muito espaçadas na selva, foram presa fácil para pragas agrícolas, principalmente micro-organismos do gênero &amp;#039;&amp;#039;Microcyclus&amp;#039;&amp;#039; que dizimaram as plantações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os [[trabalhador]]es das plantações recebiam uma [[alimentação]] típica norte-americana, como [[hambúrguer]]es, instalados em habitações também ao estilo norte-americano, obrigados a usar [[crachá]]s e comandados num estilo a que não estavam habituados, o que causava conflitos e baixa produtividade. Em [[1930]], os trabalhadores locais se revoltaram contra gerentes truculentos, que tiveram que se esconder na [[selva]] até o [[exército brasileiro]] intervir e restabelecer a ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O governo brasileiro suspeitava dos investimentos estrangeiros, especialmente na [[Amazônia]], e oferecia pouca ajuda. Ford ainda tentou realocar as plantações em [[Belterra]], mais para o norte, onde as condições para a seringueira eram melhores mas, a partir de [[1945]], novas tecnologias permitiam fabricar pneus a partir de derivados de [[petróleo]], o que tornou o empreendimento um total desastre, causando prejuízos de mais de vinte milhões de [[dólar]]es.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fim do sonho ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o falecimento de [[Henry Ford]], seu neto [[Henry Ford II]] assumiu o comando da empresa nos Estados Unidos e decidiu encerrar o projeto de plantação de seringueiras no Brasil. Através do Decreto número 8.440 de [[24 de dezembro]] de [[1945]], o Governo Federal brasileiro definiu as condições de compra do acervo da Companhia Ford Industrial do Brasil: a Ford foi indenizada em aproximadamente US$ 250.000, e o governo brasileiro assumiu as obrigações trabalhistas dos trabalhadores remanescentes, além de receber seis escolas (quatro em Belterra e duas em Fordlândia); dois hospitais; estações de captação, tratamento e distribuição de água nas duas cidades; usinas de força; mais de 70 quilômetros de estradas; dois portos fluviais; estação de rádio e telefonia; duas mil casas para trabalhadores; trinta galpões; centros de análise de doenças e autópsias; duas unidades de beneficiamento de látex; vilas de casas para a administração; departamento de pesquisa e análise de solo; plantação de 1.900.000 seringueiras em Fordlândia e 3.200.000 em Belterra &amp;lt;ref&amp;gt;http://www.conexaooeste.com.br/index.php?exibe=reportagens&amp;amp;id=28 Breve Relato da Presença Americana na Amazônia, maio de 2009&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Na cultura popular ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Forlândia não foi completamente esquecida. Músicos e escritores já destacaram a utopia de Ford em suas obras. A cantora e compositora [[Kate Campbell]], por exemplo, imortalizou Fordlândia e sua decadência em seu álbum de 2008 &amp;quot;Save the Day&amp;quot;. Ainda nesse ano, o compositor islandês [[Jóhann Jóhannsson]] lançou um álbum intitulado Fordlândia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na literatura, o historiador da Universidade de Nova Iorque Greg Grandin lançou o livro &amp;quot;Fordlandia – A ascensão e a queda da cidade perdida na selva de Henry Ford&amp;quot;, considerado um dos cem melhores livros publicados em 2009 pela [[Amazon]].&amp;lt;ref&amp;gt;[http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103355-15220,00-COMO+A+AMAZONIA+DERROTOU+O+MAIOR+INDUSTRIAL+DA+HISTORIA.html Como a Amazônia derrotou o maior industrial da história]&amp;lt;/ref&amp;gt; Além disso, um documentário sobre a cidade também foi desenvolvido pelos brasileiros Marinho Andrade e Daniel Augusto.&amp;lt;ref&amp;gt; http://www.terra.com.br/istoe/1884/artes/1884_delirio_perdido_de_ford.htm O delírio perdido de Ford]&amp;lt;/ref&amp;gt; O escritor argentino Eduardo Sguiglia lançou o livro &amp;quot;Fordlândia&amp;quot; ([[Editora Iluminuras]], 1997), escolhido como um dos quatro melhores trabalhos de ficção pela [[The Washington Post]] (2000). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=={{Ver também}}==&lt;br /&gt;
* [[Cidade-fantasma]]&lt;br /&gt;
* [[Ciclo da borracha]]&lt;br /&gt;
* [[Ruína]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Dempsey, Mary A. &amp;quot;Fordlandia,&amp;quot; Michigan History 1994 78(4): 24-33.&lt;br /&gt;
* Galey, John. &amp;quot;Industrialist in the Wilderness: Henry Ford&amp;#039;s Amazon Venture&amp;#039; Journal of Interamerican Studies and World Affairs 1979 21(2): 261-289. Issn: 0022-1937&lt;br /&gt;
* Grandin. Greg &amp;quot;Fordlandia: The Rise and Fall of Henry Ford&amp;#039;s Forgotten Jungle City&amp;quot;, 2009, isbn=0805082360&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{ref-section}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=={{Ligações externas}}==&lt;br /&gt;
* {{Link||2=http://historia.abril.com.br/cotidiano/fordlandia-derrapada-ford-436290.shtml |3=Fordlândia: A derrapada do Ford}} Texto de Maria Fernanda Ziegler&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Ruínas do Brasil]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Construções do Pará]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Amazônia]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Ford]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cidades fantasmas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
	</entry>
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