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	<title>Equilíbrio químico - Histórico de revisões</title>
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	<updated>2026-06-23T13:38:44Z</updated>
	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
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		<id>https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Equil%C3%ADbrio_qu%C3%ADmico&amp;diff=11522&amp;oldid=prev</id>
		<title>Calimero0000: Criou a página com &quot;{{Mais notas|ciência=sim|data=outubro de 2013}}  Um &#039;&#039;&#039;equilíbrio químico&#039;&#039;&#039; é a situação em que a proporção entre os reagentes e produtos de uma reação química...&quot;</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nivel-teorico.com/index.php?title=Equil%C3%ADbrio_qu%C3%ADmico&amp;diff=11522&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2017-10-24T23:21:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou a página com &amp;quot;{{Mais notas|ciência=sim|data=outubro de 2013}}  Um &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;equilíbrio químico&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a situação em que a proporção entre os reagentes e produtos de uma reação química...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{Mais notas|ciência=sim|data=outubro de 2013}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;equilíbrio químico&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a situação em que a proporção entre os reagentes e produtos de uma [[reação química]] se mantém constante ao longo do tempo. Foi estudado pela primeira vez pelo químico francês [[Claude Louis Berthollet]] em seu livro &amp;#039;&amp;#039;Essai de statique chimique&amp;#039;&amp;#039; de 1803.&amp;lt;ref name=&amp;quot;Berthollet&amp;quot;&amp;gt;Berthollet, Claude Louis. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;[http://books.google.com.br/books?id=cKU5AAAAcAAJ&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;dq=Berthollet,+Claude+Louis.+Essai+de+statique+chimique&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=uUY_IGomUZ&amp;amp;sig=hzv_rMrX6PkK-bNDcZUj4h1bu2w&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=2K2_S4yxPIK78gaOto2SCQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=8&amp;amp;ved=0CC8Q6AEwBw#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false Essai de statique chimique]&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Paris: Firmin Didot Frères, 1803&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teoricamente, toda a reação química ocorre nos dois sentidos: de reagentes se transformando em produtos e de produtos se transformando de volta em reagentes. Contudo, em certas reações, como a de [[combustão]], praticamente 100% dos reagentes são convertidos em produtos, e não se observa ocorrer o contrário (ou pelo menos não em escala mensurável); tais reações são chamadas de &amp;#039;&amp;#039;irreversíveis&amp;#039;&amp;#039;. Há também uma série de reações nas quais logo que certa quantidade de produto(s) é formada, este(s) torna(m) a dar origem ao(s) reagente(s); essas reações possuem o nome de &amp;#039;&amp;#039;reversíveis&amp;#039;&amp;#039;. O conceito de equilíbrio químico restringe-se às reações reversíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das concentrações do(s) reagente(s) e do(s) produto(s) serem constantes no equilíbrio químico de uma reação, os fenômenos direto e inverso do processo, que é reversível, continuam ocorrendo, ambos na mesma velocidade. Dessa forma, as reações direta e inversa se anulam, o que justifica o fato das concentrações do(s) produto(s) e do(s) reagente(s) serem constantes no equilíbrio químico, apesar da reação nunca ser interrompida.&lt;br /&gt;
{{Equilíbrio químico}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Reversibilidade de reações químicas ==&lt;br /&gt;
Um exemplo de reação reversível é a da produção da [[amônia]] (NH&amp;lt;sub&amp;gt;3&amp;lt;/sub&amp;gt;) a partir do gás [[hidrogênio]] (H&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;) e do gás [[nitrogênio]] (N&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;) — que faz parte do [[Processo de Haber]]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;N&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 3H&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2NH&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Note-se que a seta dupla (&amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt;) significa que a reação ocorre nos dois sentidos, e que o subscrito (g) indica que a substância se encontra na [[fase gasosa]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta reação, quando as [[molécula]]s de nitrogênio e as de hidrogênio colidem entre si, há uma certa chance da reação entre elas ocorrer, assim como quando moléculas de amônia colidem entre si há uma certa chance de elas se dissociarem e de se reorganizarem em H&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt; e N&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início do processo, quando há apenas uma mistura de hidrogênio e nitrogênio, as chances das moléculas dos reagentes (H&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt; e N&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;) colidirem umas com as outras é a máxima de toda a reação, o que fará com que a [[Taxa de reação|taxa]] (ou velocidade) com que a reação ocorre também o seja. Porém à medida com que a reação se processa o número de moléculas de hidrogênio e de nitrogênio diminui, reduzindo dessa forma as chances de elas colidirem entre si e, consequentemente, a velocidade desse sentido da reação. Por outro lado, com o [[Avanço da reação|avançar da reação]], o número de moléculas de amônia vai aumentando, o que faz com que cresçam as chances de elas colidirem e de se voltar a formar hidrogênio e nitrogênio, elevando assim a velocidade desse sentido da reação. Por fim chegará um momento em que tanto a velocidade de um dos sentidos quanto a do outro serão idênticas, nesse ponto nenhuma das velocidades variará mais (se forem mantidas as condições do sistema onde a reação se processa) e ter-se-á atingido o &amp;#039;&amp;#039;equilíbrio químico&amp;#039;&amp;#039;, conforme ilustrado nas figuras abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=center&lt;br /&gt;
|[[Imagem:Reacao de equilibrio (velocidade).png|frame|Velocidade das reações direta e inversa em função do tempo]]&lt;br /&gt;
|[[Imagem:Reacao de equilibrio (concentracoes).png|frame|Concentração das substâncias envolvidas em função do tempo]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um raciocínio similar, em princípio, pode ser aplicado para qualquer equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve-se salientar que quando uma reação atinge o equilíbrio ela &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;não para&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;. Ela continua se processando, porém tanto a reação direta como a inversa ocorrem à mesma velocidade, e desse jeito a proporção entre os reagentes e os produtos não varia . Por outras palavras, estamos na presença de um &amp;#039;&amp;#039;[[equilíbrio dinâmico]]&amp;#039;&amp;#039; (e não de um &amp;#039;&amp;#039;[[equilíbrio estático]]&amp;#039;&amp;#039;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Constante de equilíbrio ==&lt;br /&gt;
{{Artigo principal|[[Constante de equilíbrio]]}}&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;Por exemplo, a constante dessa reação na temperatura de 1000 [[Kelvin|K]] é 0,0413, note que a constante é &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;ADIMENSIONAL&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;*.&amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Referência: Atkins, Peter e Jones, Loretta - Princípios de Química 3º Edição&lt;br /&gt;
* O equilíbrio químico é atingido quando, na mistura reacional, as velocidades das reações direta (reagentes formando produtos) e inversa (produtos formando regenerando os reagentes) ficam iguais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez atingido o equilíbrio a proporção entre os reagentes e os produtos não é necessariamente de 1:1 (lê-se &amp;#039;&amp;#039;um para um&amp;#039;&amp;#039;). Essa proporção é descrita por meio de uma relação matemática, mostrada a seguir:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dada a reação genérica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
aA + bB &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; yY + zZ ,&lt;br /&gt;
&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;#039;&amp;#039;A&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;B&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;Y&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;Z&amp;#039;&amp;#039; representam as espécies químicas envolvidas e &amp;#039;&amp;#039;a&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;b&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;y&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;z&amp;#039;&amp;#039; os seus respectivos [[coeficientes estequiométricos]]. A fórmula que descreve a proporção no equilíbrio entre as espécies envolvidas é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{Y}]^\mbox{y} \cdot [\mbox{Z}]^\mbox{z}}{[\mbox{A}]^\mbox{a} \cdot [\mbox{B}]^\mbox{b}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os colchetes representam o valor da concentração (normalmente em [[mol]]/[[litro|L]]) da espécie que está simbolizada dentro dele ([A] = concentração da espécie A, e assim por diante). &amp;lt;math&amp;gt;K_c&amp;lt;/math&amp;gt; é uma grandeza chamada de &amp;#039;&amp;#039;constante de equilíbrio&amp;#039;&amp;#039; da reação. Cada reação de equilíbrio possui a sua constante, a qual sempre possui o mesmo valor para uma mesma [[temperatura]]. De um modo geral, a constante de equilíbrio de uma reação qualquer é calculada [[divisão|dividindo]]-se a [[multiplicação]] das concentrações dos produtos (cada uma [[Exponenciação|elevada]] ao seu respectivo coeficiente estequiométrico) pela multiplicação das concentrações dos reagentes (cada uma elevada ao seu relativo coeficiente estequiométrico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um exemplo disso é a formação do trióxido de enxofre (SO&amp;lt;sub&amp;gt;3&amp;lt;/sub&amp;gt;) a partir do gás [[oxigênio]] (O&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;) e do [[dióxido de enxofre]] (SO&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;) — uma etapa do processo de fabricação do [[ácido sulfúrico]]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
2 SO&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + O&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2 SO&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A constante de equilíbrio desta reação é dada por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{SO}_\mbox{3}]^\mbox{2}}{[\mbox{SO}_\mbox{2}]^\mbox{2} \cdot [\mbox{O}_\mbox{2}]}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível determinar experimentalmente o valor da constante de equilíbrio para uma dada temperatura. Por exemplo, a constante dessa reação na temperatura de 1000 [[Kelvin|K]] é 0,0413. A partir dela, dada uma certa quantidade conhecida de produtos adicionados inicialmente em um sistema nessa temperatura, é possível calcular por meio da fórmula da constante qual será a concentração de todas as substâncias quando o equilíbrio for atingido.&lt;br /&gt;
É importante notar que, Kc para uma equação química SÓ depende da temperatura, não é alterado por catalisador e mede a espontaneidade da reação direta, a partir da condição padrão ( 1 mol/l ou 1 atm )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizando a relação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\Delta G = \Delta H - T\Delta S&amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;ΔG&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a energia livre de Gibbs, &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;T&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; a temperatura absoluta e &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;ΔS&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; e a variação da entropia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos colocá-la da seguinte forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:(I) &amp;lt;math&amp;gt;G = H - TS&amp;lt;/math&amp;gt; ( É possível por ser função de estado )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sabendo que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:(II) &amp;lt;math&amp;gt;H = U + PV&amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;U&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; e a energia interna, &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é a pressão e &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;V&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; o volume.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Derivando (I) temos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;dG = dH - d(TS) \rightarrow  dG = d( U + PV ) - TdS - SdT \rightarrow  dG = dU + PdV + VdP - TdS - SdT&amp;lt;/math&amp;gt; (III),&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;dS = dQ_{rev}/T \rightarrow  dQ_{rev} = TdS&amp;lt;/math&amp;gt; (IV)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;dU = dQ - PdV&amp;lt;/math&amp;gt; (V)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inserindo (IV) e (V) em (III)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;dG = dU + PdV + VdP - TdS&amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;T&amp;#039;&amp;#039;d&amp;#039;&amp;#039;S&amp;#039;&amp;#039; = 0 pois,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para P e T &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;constantes&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; temos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;dG = dQ - PdV + VdP - dQ&amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;d&amp;#039;&amp;#039;V&amp;#039;&amp;#039; = 0&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Integrando a equação de &amp;#039;&amp;#039;G&amp;#039;&amp;#039;º ( &amp;#039;&amp;#039;G&amp;#039;&amp;#039; padrão ) a &amp;#039;&amp;#039;G&amp;#039;&amp;#039;  e de &amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;º ( &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039; zero&amp;quot; = &amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039; padrão ) temos :&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; \int dG = \int V dP = G - G^0 = \int (nRT/P) dP &amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;n&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é o nº de [[mol]]es, &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;R&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; a constante universal dos gases.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;G - G^0 = RT\ln(P/P^0)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;º = 1 atm, note que daqui fica extremamente claro que o &amp;#039;&amp;#039;K&amp;#039;&amp;#039; é adimensional, pois &amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;/&amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;º é adimensional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegamos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;G = G^0 + RT \ln P&amp;lt;/math&amp;gt; (VI) , onde &amp;#039;&amp;#039;ln P&amp;#039;&amp;#039; é o logaritmo de base &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;e&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; de &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;P&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora tendo uma reação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;big&amp;gt; aA + bB &amp;lt;math&amp;gt; \rightarrow &amp;lt;/math&amp;gt; cC + dD (reação direta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
cC + dD &amp;lt;math&amp;gt; \rightarrow &amp;lt;/math&amp;gt; aA + bB (reação inversa)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \Delta G = Gp - Gr &amp;lt;/math&amp;gt;, onde Gp é a energia dos produtos e Gr a energia dos reagentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Colocando (VI) nessa equação, conclui - se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;\Delta G = \Delta G^0 + RT \ln [X/Y]&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;X&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; = A multiplicação das pressões parciais dos produtos elevado a seus respectivos&lt;br /&gt;
coeficientes estequiométricos e &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Y&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; idem para os reagentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt; X/Y = Q &amp;lt;/math&amp;gt;, onde &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Q&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é o quociente da reação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o equilíbrio temos que K = Q e ΔG = 0*&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* ΔG = 0 pois a reação direta e inversa não são espontâneas, portanto é possível afirmar que o equilíbrio foi atingido!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos por fim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;0 = \Delta G^0 + RT \ln K&amp;lt;/math&amp;gt; , concluindo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;lt;math&amp;gt;K = e^{( -\Delta G^0/RT)}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Note que aqui fica mais claro ainda que o K é adimensional e que o K de uma reação elementar é o mesmo, caso a reação não seja elementar, por causa da função de estado, onde ΔG&amp;lt;sub&amp;gt;f&amp;lt;/sub&amp;gt; = ΔG&amp;lt;sub&amp;gt;i&amp;lt;/sub&amp;gt;, logo K não depende do caminho percorrido, só dependendo a temperatura. Note também que K mede a espontaneidade a partir da condição padrão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== As leis de Guldberg-Waage e de Arrhenius ===&lt;br /&gt;
É possível relacionar a lei de Guldberg-Waage e a Lei de Arrhenius a essa última fórmula. Assim, pela Lei de Guldberg-Waage:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;&lt;br /&gt;
v1= k1[X1], v2 = k2[X2]&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde k1,2 são as constantes cinéticas das reações direta e inversa, respectivamente, bem como [X1] e [X2] são as concentrações dos reagentes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo, no equilíbrio, v&amp;lt;sub&amp;gt;1&amp;lt;/sub&amp;gt; = v&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;, onde v1 é Velocidade da reação direta e v2 da inversa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k1[X1] = k2[X2] \Rightarrow k1/k2 = [X2]/[X1] = K&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E para Lei de Arrhenius temos:&lt;br /&gt;
: &amp;lt;math&amp;gt;K = e^{-\Delta G^o/RT} = e^{-(\Delta H^o - \Delta S^oT)/RT} = [e^{-Eap/RT}][e^{Sp/R}]/[e^{-Ear/RT}][e^{Sr/R}] = k1/k2&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
Onde:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
H é a entalpia, S é a entropia e Ea&amp;lt;sub&amp;gt;p,r&amp;lt;/sub&amp;gt; são as energias de ativação dos produtos e dos reagentes respectivamente. Dessa forma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k = Ae^{(-Ea/RT)}, A=e^{(S/R)}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Constante para a soma de reações ===&lt;br /&gt;
Se uma reação química pode ser expressa pela soma de duas ou mais reações (ou etapas individuais), então a constante de equilíbrio da reação global será a multiplicação das constantes de cada uma das reações individuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| align=center&lt;br /&gt;
|width=180|2P&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 3Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2PCl&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|height=61|&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K&amp;#039;_c = \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{3}]^\mbox{2}}{[\mbox{P}]^\mbox{2} \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]^\mbox{3}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|PCl&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; PCl&amp;lt;sub&amp;gt;5(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|height=61|&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K&amp;#039;&amp;#039;_c = \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{5}]}{[\mbox{PCl}_\mbox{3}] \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|2P&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 5Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2PCl&amp;lt;sub&amp;gt;5(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|height=61|&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{5}]^\mbox{2}}{[\mbox{P}]^\mbox{2} \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]^\mbox{5}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste caso, a terceira reação é igual à soma da primeira mais duas vezes a segunda:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=center&lt;br /&gt;
|rowspan=3|+&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
|2P&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 3Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2PCl&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|PCl&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; PCl&amp;lt;sub&amp;gt;5(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|style=&amp;quot;border-bottom:1px solid black;&amp;quot;|PCl&amp;lt;sub&amp;gt;3(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; PCl&amp;lt;sub&amp;gt;5(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|2P&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 5Cl&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2PCl&amp;lt;sub&amp;gt;5(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a sua constante de equilíbrio pode ser expressa por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = K&amp;#039;_c \cdot K&amp;#039;&amp;#039;_c \cdot K&amp;#039;&amp;#039;_c&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{3}]^\mbox{2}}{[\mbox{P}]^\mbox{2} \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]^\mbox{3}} \cdot \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{5}]}{[\mbox{PCl}_\mbox{3}] \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]} \cdot \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{5}]}{[\mbox{PCl}_\mbox{3}] \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]} = \frac{[\mbox{PCl}_\mbox{5}]^\mbox{2}}{[\mbox{P}]^\mbox{2} \cdot [\mbox{Cl}_\mbox{2}]^\mbox{5}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode se perceber que caso uma reação apareça duas ou mais vezes na soma, ela aparece esse mesmo número de vezes na multiplicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Relação entre a velocidade da reação e a constante de equilíbrio ===&lt;br /&gt;
Conforme já mencionado, no equilíbrio a velocidade tanto da reação inversa quanto a da direta são iguais. Por sua vez, a velocidade de uma reação depende de uma outra constante chamada de &amp;#039;&amp;#039;constante de velocidade&amp;#039;&amp;#039; (simbolizada aqui por &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;lt;/math&amp;gt;); e é possível encontrar uma relação entre as constantes de velocidade das reações direta e indireta, e a constante  de equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para demonstrar isso, considere-se o seguinte equilíbrio genérico (supondo que as suas reações ocorram cada qual em uma única etapa):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=center&lt;br /&gt;
|width=110|2A &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; X + Y&lt;br /&gt;
|&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{X}] \cdot [\mbox{Y}]}{[\mbox{A}]^\mbox{2}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vejamos as duas reações que ocorrem nele, juntamente com a expressão de suas respectivas velocidades (&amp;lt;math&amp;gt;r&amp;lt;/math&amp;gt;):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=center&lt;br /&gt;
|width=110|2A &amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot; size=&amp;quot;+1&amp;quot;&amp;gt;→&amp;lt;/font&amp;gt; X + Y&lt;br /&gt;
|&amp;lt;math&amp;gt;r = k \cdot [\mbox{A}]^\mbox{2}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|X + Y &amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot; size=&amp;quot;+1&amp;quot;&amp;gt;→&amp;lt;/font&amp;gt; 2A&lt;br /&gt;
|&amp;lt;math&amp;gt;r&amp;#039; = k&amp;#039; \cdot [\mbox{X}] \cdot [\mbox{Y}]&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante frisar que o expoente que eleva as concentrações das espécies na fórmula da velocidade não necessariamente é igual ao respectivo coeficiente estequiométrico da espécie na reação, contudo o expoente certamente será assim se a reação se processar em uma única etapa (conforme se está considerando nessa situação).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez que as velocidades de ambas as reações são idênticas no equilíbrio, pode-se igualá-las:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;k \cdot [\mbox{A}]^\mbox{2} = k&amp;#039; \cdot [\mbox{X}] \cdot [\mbox{Y}]&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rearranjando a equação, tem-se:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \frac{[\mbox{X}] \cdot [\mbox{Y}]}{[\mbox{A}]^\mbox{2}} = \frac{k}{k&amp;#039;}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observemos que a expressão do membro esquerdo é idêntica à fórmula do equilíbrio dessa reação. Então podemos escrever:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{k}{k&amp;#039;}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta relação é válida para qualquer equilíbrio cujas reações ocorram em uma única etapa, o que pode ser facilmente constatado por essa mesma dedução para outros equilíbrios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso de as reações se processarem em mais de uma etapa, basta lembrar que a reação global nada mais é que a soma das reações de cada etapa. Para cada uma das etapas pode-se fazer essa mesma dedução, e então somar cada reação (o que significa multiplicar as suas constantes). Dessa forma teremos para uma reação de múltiplas etapas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{k_1}{k&amp;#039;_1} \cdot \frac{k_2}{k&amp;#039;_2} \cdot (\cdots)&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo &amp;lt;math&amp;gt;k_1&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;#039;_1&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;k_2&amp;lt;/math&amp;gt;, &amp;lt;math&amp;gt;k&amp;#039;_2&amp;lt;/math&amp;gt; e assim por diante as constantes de velocidades de cada etapa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Equilíbrio heterogêneo ==&lt;br /&gt;
Quando todas as substâncias envolvidas no equilíbrio se encontram no mesmo [[Estados físicos da matéria|estado físico]] diz-se que temos um &amp;#039;&amp;#039;equilíbrio homogêneo&amp;#039;&amp;#039;, que é o caso de todos os equilíbrios apresentados aqui até então. Analogamente, os equilíbrios onde estão envolvidas mais de uma fase são chamados de &amp;#039;&amp;#039;equilíbrios heterogêneos&amp;#039;&amp;#039;, como o seguinte:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;big&amp;gt;Ni&amp;lt;sub&amp;gt;(s)&amp;lt;/sub&amp;gt; + 4CO&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; Ni(CO)&amp;lt;sub&amp;gt;4(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Note-se que o subscrito (s) significa que a espécie se encontra no [[estado sólido]]. Equilíbrios heterogêneos, como este, frequentemente apresentam ao menos um sólido puro ou um [[líquido]] puro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na expressão da constante de equilíbrio temos as concentrações das espécies envolvidas. A concentração pode ser calculada dividindo-se o número de mols da substância pelo volume que ela ocupa. O número de mols representa a quantidade de [[matéria]] e, por isso, ele é proporcional a [[massa]]; assim o número de mols dividido pelo [[volume]] é proporcional à massa dividida pelo volume.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[densidade]] de algo é justamente calculada dividindo-se a sua massa pelo seu volume ocupado. No caso de uma substância pura, toda a sua massa corresponde à de uma única substância, e assim a sua &amp;quot;concentração&amp;quot; do seu número de mols dividido pelo volume é proporcional a sua densidade (massa dividida pelo volume).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A densidade de uma dada substância em dadas condições é uma propriedade intensiva, ou seja, é a mesma independentemente do quanto dessa substância houver. Dessa forma pode-se concluir que a concentração de um sólido ou um líquido puro (que são virtualmente incompressíveis) é a mesma independentemente de quanto houver deles (já um gás, que pode ser comprimido sem dificuldade, tem a sua concentração variada facilmente). Por essa razão se simplifica as expressões das constantes de equilíbrio omitindo-se a concentração de sólidos e líquidos puros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, a expressão para a constante do último equilíbrio apresentado fica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{Ni}\mbox{(CO)}_4]}{[\mbox{CO}]^\mbox{4}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Equilíbrio gasoso ==&lt;br /&gt;
Pela equação dos [[gás perfeito|gases perfeitos]] tem-se que para cada gás de uma mistura gasosa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;P_x \cdot V = n_x \cdot R \cdot T&amp;lt;/math&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
onde &amp;lt;math&amp;gt;P_x&amp;lt;/math&amp;gt; é a [[pressão]] parcial de um gás &amp;lt;math&amp;gt;x&amp;lt;/math&amp;gt; qualquer (ou seja, a pressão que ele teria caso estivesse apenas ele no recipiente), &amp;lt;math&amp;gt;V&amp;lt;/math&amp;gt; é o volume ocupado pela mistura, &amp;lt;math&amp;gt;n_x&amp;lt;/math&amp;gt; é o número de mols do gás, &amp;lt;math&amp;gt;R&amp;lt;/math&amp;gt; é a constante dos gases perfeitos, e &amp;lt;math&amp;gt;T&amp;lt;/math&amp;gt; a temperatura em [[kelvin]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rearranjando a equação, teremos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt; \frac{n_x}{V} = \frac{P_x}{R \cdot T}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O membro esquerdo (&amp;lt;math&amp;gt;n_x&amp;lt;/math&amp;gt;/&amp;lt;math&amp;gt;V&amp;lt;/math&amp;gt;) é a fórmula para o cálculo da concentração molar do gás. A constante &amp;lt;math&amp;gt;R&amp;lt;/math&amp;gt; é sempre a mesma e a temperatura &amp;lt;math&amp;gt;T&amp;lt;/math&amp;gt; não varia em um sistema que permanece em equilíbrio químico, assim o único fator que pode variar na equação em um equilíbrio é a pressão parcial &amp;lt;math&amp;gt;P_x&amp;lt;/math&amp;gt;. Dessa forma pode-se dizer que a concentração do gás é proporcional à sua pressão parcial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com base nisso, também é possível escrever a fórmula da constante de equilíbrio usando-se as pressões parciais dos gases envolvidos, no lugar de suas concentrações. Por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=center cellpadding=20&lt;br /&gt;
|&amp;lt;big&amp;gt;H&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + I&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2HI&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;math&amp;gt;K_p = \frac{\left (P_{HI} \right )^2}{P_{H_2} \cdot P_{I_2}}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observe-se que agora a constante de equilíbrio está representada por &amp;lt;math&amp;gt;K_p&amp;lt;/math&amp;gt;, em vez de &amp;lt;math&amp;gt;K_c&amp;lt;/math&amp;gt; (quando o cálculo foi feito usando-se as concentrações dos gases). Essas duas constantes para um mesmo caso possuem valores diferentes uma da outra, então é importante especificar qual das duas se está usando quando se está lidando com um equilíbrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Adição ou remoção de reagentes (Não serve para sólidos) ===&lt;br /&gt;
Ao se alterar a quantidade de uma substância, também se está mexendo na velocidade em que a reação se processa (pois se estará mudando as chances de as substâncias reagirem entre si). Dessa forma, a velocidade das reações direta e inversa deixa de ser igual: se uma substância foi retirada de uma das reações, essa passará a ser mais lenta; e, analogamente, ela passará a ser mais rápida se uma substância for adicionada a ela. Assim ocorre que se algo for acrescentado, o equilíbrio tende a reduzir a quantidade dessa substância e vice-versa. Para garantir que a reação se torne reversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal resposta do equilíbrio pode ser sumarizada pelo assim chamado &amp;#039;&amp;#039;[[Princípio de Le Chatelier]]&amp;#039;&amp;#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|width=85% align=center&lt;br /&gt;
|&amp;#039;&amp;#039;Quando uma pertubação externa é aplicada a um sistema em equilíbrio dinâmico, o equilíbrio tende a se ajustar para diminuir o efeito da pertubação.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À medida que as reações se processam, as suas velocidades vão se aproximando até que se igualem e assim é atingido novamente o equilíbrio. A constante do equilíbrio será a mesma da de antes de se adicionar ou remover substâncias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Compressão ===&lt;br /&gt;
Um equilíbrio gasoso pode ser afetado pela compressão. De acordo com o princípio de Le Chatelier, com o aumento da pressão o equilíbrio tende a se deslocar no sentido de diminuir essa pressão, o que significa favorecer a reação que resulte no menor número de moléculas no estado gasoso. Nesse caso, a o valor da constante de equilíbrio também não é alterado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para se observar tal efeito,  considere-se esse equilíbrio:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|align=&amp;quot;center&amp;quot; cellpadding=&amp;quot;20&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;big&amp;gt;N&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;O&amp;lt;sub&amp;gt;4(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; 2NO&amp;lt;sub&amp;gt;2(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{[\mbox{NO}_\mbox{2}]^\mbox{2}}{[\mbox{N}_\mbox{2} \mbox{O}_\mbox{4}]}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As concentrações podem ser escritas como o seu número de mols dividido pelo volume (&amp;lt;math&amp;gt;n_x/V&amp;lt;/math&amp;gt;), então teremos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;math&amp;gt;K_c = \frac{({n_{NO_2}}/V)^2}{({n_{N_2O_4}}/V)} = \frac{(n_{NO_2})^2}{(n_{N_2O_4})} \cdot \frac{1}{V}&amp;lt;/math&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o valor de &amp;lt;math&amp;gt;V&amp;lt;/math&amp;gt; (volume) diminuir, é preciso que o número de mols do N&amp;lt;sub&amp;gt;2&amp;lt;/sub&amp;gt;O&amp;lt;sub&amp;gt;4&amp;lt;/sub&amp;gt; aumente para que o valor da constante de equilíbrio permaneça o mesmo. Na reação, esse reagente representava metade do número de moléculas do produto. O mesmo raciocínio pode ser aplicado em qualquer equilíbrio gasoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Temperatura ===&lt;br /&gt;
É encontrado [[Método científico|experimentalmente]] que a formação de produtos de uma reação exotérmica (isto é, que liberta energia) é favorecida com a diminuição da temperatura, ao passo que a formação de produtos em uma reação endotérmica (isto é, que absorve energia) é favorecida com o aumento da temperatura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um equilíbrio, se uma reação é endotérmica a outra &amp;#039;&amp;#039;necessariamente&amp;#039;&amp;#039; é exotérmica, e vice-versa. Aumentar ou diminuir a temperatura fará com que a velocidade de uma das reações aumente e a da outra diminua. As velocidades das reações se igualarão novamente depois de um tempo; porém nesse caso como temos o favorecimento e o desfavorecimento da formação de certas substâncias, a constante de equilíbrio nessa nova temperatura &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;não será&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; mais a mesma da temperatura anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Catalisador ===&lt;br /&gt;
A adição de um [[catalisador]] direciona a reação para um novo mecanismo, o qual é mais rápido do que o sem a [[catálise]]. Contudo, o catalisador não afeta o valor da constante de equilíbrio, ele apenas faz com que o equilíbrio seja atingido em um tempo menor, conforme mostrado na figura a seguir:&lt;br /&gt;
[[Imagem:Equilibrio quimico e catalise.png|frame|centro|Curvas tracejadas: com catalisador Curvas cheias: sem catalisador]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atenção: O equilíbrio não é deslocado com a presença do catalisador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Relação entre as constantes K&amp;lt;sub&amp;gt;p&amp;lt;/sub&amp;gt; e K&amp;lt;sub&amp;gt;c&amp;lt;/sub&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
Existe uma relação matemática entre as constantes de equilíbrio em função da concentração &amp;#039;&amp;#039;K&amp;lt;sub&amp;gt;c&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039; e em função da pressão parcial &amp;#039;&amp;#039;K&amp;lt;sub&amp;gt;p&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;, baseada na equação de Clapeyron:&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;math&amp;gt;K_p = K_c \left ( RT \right )^{\Delta n}&amp;lt;/math&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
em que:&lt;br /&gt;
R é a constante universal dos gases, T é a temperatura absoluta e Δn é a diferença entre a soma dos coeficientes inteiros dos produtos gasosos e a soma dos coeficientes inteiros dos reagentes gasosos. Por exemplo, no equilíbrio:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;aA&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + bB&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + cC&amp;lt;sub&amp;gt;(s)&amp;lt;/sub&amp;gt; &amp;lt;math&amp;gt; \rightleftharpoons &amp;lt;/math&amp;gt; yY&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt; + zZ&amp;lt;sub&amp;gt;(g)&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Δn = (y + z) - (a + b)&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa expressão matemática apresenta uma limitação, não admitindo a presença de um ou mais líquidos na reação em questão. Isso não significa que a reação não apresente &amp;#039;&amp;#039;K&amp;lt;sub&amp;gt;p&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039; e &amp;#039;&amp;#039;K&amp;lt;sub&amp;gt;c&amp;lt;/sub&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;, significa apenas que a expressão é inválida para esse caso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aplicações ==&lt;br /&gt;
Dada a constante de equilíbrio, é possível saber em qual direção a reação vai ocorrer preferencialmente no início quando misturamos certas quantidades de substâncias que estarão em equilíbrio entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isso basta calcular o &amp;#039;&amp;#039;quociente da reação&amp;#039;&amp;#039; para o início da mistura. Sua expressão é exatamente a mesma que a da constante de equilíbrio, o que muda é que nesse caso usamos as concentrações ou as pressões parciais  de um dado instante da reação (não necessariamente no equilíbrio).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o quociente de reação for maior que a constante de equilíbrio, isso significa que a quantidade de produtos é alta demais e, pelo princípio de Le Chatelier, a reação vai se processar preferencialmente no sentido de consumir os produtos. Analogamente, se o quociente de reação for menor que a constante de equilíbrio, a reação vai se processar preferencialmente do sentido de consumir os reagentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabendo-se disso, também é possível favorecer a formação de um produto de interesse o removendo em uma certa taxa ao longo do processo (pois assim o equilíbrio será deslocado a favor da formação desse produto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
* Atkins, Peter &amp;amp; Jones, Loretta - Princípios de Química 3ª edição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Portal3|Química}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Termodinâmica]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Reações químicas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
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