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	<title>Azeite - Histórico de revisões</title>
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		<title>Calimero0000 em 02h05min de 16 de novembro de 2018</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
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				&lt;td colspan=&quot;2&quot; style=&quot;background-color: #fff; color: #202122; text-align: center;&quot;&gt;Revisão das 02h05min de 16 de novembro de 2018&lt;/td&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Calimero0000</name></author>
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		<title>Calimero0000: Criou a página com &quot;{{mais fontes|data=agosto de 2012}} {{ver desambig}}  Uma azeitona em uma oliveira imagem:Olea europaea1.jpg|thumb|Uma olive...&quot;</title>
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		<updated>2018-11-16T02:03:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou a página com &amp;quot;{{mais fontes|data=agosto de 2012}} {{ver desambig}}  &lt;a href=&quot;/index.php/Ficheiro:Olive-tree-fruit-august-0.jpg&quot; title=&quot;Ficheiro:Olive-tree-fruit-august-0.jpg&quot;&gt;thumb|Uma azeitona em uma oliveira&lt;/a&gt; imagem:Olea europaea1.jpg|thumb|Uma olive...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{mais fontes|data=agosto de 2012}}&lt;br /&gt;
{{ver desambig}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[imagem:Olive-tree-fruit-august-0.jpg|thumb|Uma azeitona em uma oliveira]]&lt;br /&gt;
[[imagem:Olea europaea1.jpg|thumb|Uma oliveira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Azeite&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; é um produto alimentar extraído da [[azeitona]], o fruto da [[oliveira]].&amp;lt;ref&amp;gt;{{Citar web |url=https://www.infopedia.pt/$azeite |título=Azeite |publicado=[[Infopédia]]|acessodata=7 de outubro de 2017}}&amp;lt;/ref&amp;gt; plantado em pleno calor. Trata-se de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[Mediterrâneo|região mediterrânea]], atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História do azeite ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à [[Era Terciária]], anterior portanto ao aparecimento do homem, e se situa na [[Ásia Menor]], na [[Síria (região)|Síria]] e na [[Palestina (região)|Palestina]], regiões onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos datados do começo da [[Idade do Bronze]]. Contudo, em toda a bacia do [[Mediterrâneo]] foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do [[Paleolítico]] e do [[Neolítico]], sendo também pesquisada a sua origem ao sul do [[Cáucaso]], nos altos planos do [[Irã]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O uso do azeite na Antiguidade ===&lt;br /&gt;
Por volta de 3000 anos antes de [[Cristo]], a [[oliveira]] já seria cultivada por todo o [[Crescente Fértil]]. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da [[Mesopotâmia]] como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele. Com o contato entre esses povos e os hebreus, foi aprendida a produção de azeite e a cultura da oliveira, depois esse conhecimento foi passado para a Grécia e todo o [[Mediterrâneo]] por meio dos [[fenícios]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Olive niche.jpg|thumb| Distribuição potencial de oliveiras na  bacia do Mediterrâneo. A oliveira é um indicador biológico da região do Mediterrâneo. (Oteros, 2014)&amp;lt;ref name=&amp;quot;Oteros (2014)&amp;quot;&amp;gt;Oteros Jose (2014) Modelización del ciclo fenológico reproductor del olivo (Tesis Doctoral). Universidad de Córdoba, Córdoba, España [https://www.researchgate.net/publication/261005349_Modelizacin_del_ciclo_fenolgico_reproductor_del_olivo_%28Olea_europaea_L.%29?ev=prf_pub &amp;#039;&amp;#039;Link&amp;#039;&amp;#039;]&amp;lt;/ref&amp;gt;]]&lt;br /&gt;
Havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de [[Tiro]], que, provavelmente, o exportavam para o [[Egito]], onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade. Há informações extraídas do [[Antigo Testamento]] bíblico de que teria sido na quantidade de 20.000 batos (2 Crônicas 2:10), ou 20 coros (1 Reis 5:11), o azeite fornecido por [[Salomão]] a [[Hirão]], sendo que o comércio direto desta produção era, também, sustentado entre o Egito e a [[Israel]] (1 Reis 5:11; 2 Crônicas 2:10-15; Isaías 30:6 e 57.9; Ezequiel 27:17; Oseias 12:1).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrâneas ocorreu por meio dos [[fenícios]]. Assim, já na [[Grécia antiga]] começou a se cultivar a [[oliveira]] na Grécia, bem como a [[vinha]]. E, desde o [[século VII a.C.]], o óleo de oliva começou a ser investigado pelos [[filósofo]]s, [[médico]]s e [[historiador]]es da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os gregos e os [[romano]]s sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou [[Balsaminaceae|bálsamo]], perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, o azeite é mencionado em quase todas as religiões da [[Antiguidade]], havendo inúmeras [[lenda]]s e [[mito]]s a respeito. Muitas vezes a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória para os povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O azeite nas religiões antigas ===&lt;br /&gt;
Para os egípcios, o cultivo da oliveira teria sido ensinado por [[Ísis]]; os romanos também acreditavam que a origem de tal cultura teria sido uma dádiva dos seus respectivos deuses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a [[mitologia]] grega, ao disputar as terras do que é hoje a cidade de [[Atenas]], o deus [[Posidão]], com um golpe de seu tridente, teria feito brotar um belo e forte cavalo e que a deusa Atenas trouxe uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite, suavizar a dor dos feridos e de servir como um alimento precioso, rico em sabor e energia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na &amp;#039;&amp;#039;[[Eneida]]&amp;#039;&amp;#039;, [[Virgílio]] faz uma menção ao azeite e à oliveira: &amp;quot;E com um ramo de oliveira o homem se purifica totalmente&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Rômulo]] e [[Remo]], considerados descendentes dos deuses e fundadores da cidade de [[Roma]], teriam visto a luz do dia pela primeira vez debaixo dos galhos da oliveira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os [[judeu]]s o azeite teve uma grande importância nos cultos quanto ao oferecimento de sacrifícios a [[Deus]], simbolizando a sua presença entre os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== A simbologia do azeite na Bíblia e no cristianismo===&lt;br /&gt;
Na [[Bíblia]], o azeite é utilizado como símbolo da presença do [[Espírito Santo]] ([[Deus]]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em [[Gênesis]], quando as águas do [[Dilúvio (mitologia)|dilúvio]] tinham cessado e a arca ainda navegava sobre as águas, o patriarca [[Noé]] teria soltado uma pomba que retornou trazendo um ramo de oliveira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jacó]], ao ter duas experiências sobrenaturais com [[Deus]], em [[Betel]], em ambas as vezes colocou no local uma coluna de pedra sobre a qual derramou azeite. ({{citar bíblia|Gênesis|28|18}} e {{citar bíblia|Gênesis|35|14}})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os [[judeu]]s utilizavam o azeite nos seus sacrifícios e também como uma divina [[unção]] que era misturada com perfumes raros. Usava-se, portanto, o azeite na consagração dos [[sacerdotes]] ({{citar bíblia|Êxodo|29|2|23}}; {{citar bíblia|Levítico|6|15|21}}), no sacrifício diário ({{citar bíblia|Êxodo|29|40}}), na purificação dos leprosos ({{citar bíblia|Levítico|14|10|18}} e {{citar bíblia|Levítico|21|24|28}}), e no complemento do voto dos [[nazireu]]s ({{citar bíblia|Números|6|15}}).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;Quando alguém apresentar ao Senhor uma oblação como oferta, a sua oblação será de flor de farinha; derramará sobre ela azeite, ajuntando também incenso.&amp;#039;&amp;#039; ({{citar bíblia|Levítico|2|1}})&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode afirmar-se que a [[Torá]] previa três tipos de ofertas de manjares que deveriam ser acompanhadas com azeite e sem fermento, as quais eram: 1) flor de farinha com azeite e incenso; 2) bolos cozidos ou obreias (bolos muito finos) untadas com azeite; 3) grãos de cereais tostados com azeite e incenso. E, enquanto a ausência de fermento simbolizava a abstinência do pecado, o azeite representaria a presença de Deus. Parte das ofertas era então queimada no altar como sacrifício a Deus. Certas ofertas, contudo, deviam efetuar-se sem aquele óleo, como, por exemplo, as que eram feitas para expiação do pecado ({{citar bíblia|Levítico|5|11}}) e por causa de ciúmes ({{citar bíblia|Números|5|15}}).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os judeus também empregavam o azeite para friccionar o corpo, depois do banho, ou antes de uma ocasião festiva, mas em tempo de luto, ou de alguma calamidade, abstinham-se de usá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O azeite também era reconhecido como um medicamento entre os judeus ({{citar bíblia|Isaías|1|6}}; {{citar bíblia|Marcos|6|13}}; e {{citar bíblia|Tiago|5|14}}). Em {{citar bíblia|Lucas|10|34}}, o [[Parábola do Bom Samaritano|&amp;quot;bom samaritano&amp;quot;]] unge as feridas do homem que tinha sido atacado pelos salteadores com [[vinho]] e azeite. O azeite, nas feridas, era conhecido por ajudar a cicatrizar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se dizer que na cultura judaica o azeite indicava o sentimento de alegria, ao passo que a sua falta denunciava tristeza, ou humilhação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de [[Prisão de Jesus|sua prisão, Jesus]] passou momentos [[Agonia no Getsêmani|agonizando no Getsêmani]], ou &amp;#039;&amp;#039;Jardim das Oliveiras&amp;#039;&amp;#039;, situado nos arredores da [[Jerusalém]] antiga. O nome Getsêmani significa &amp;#039;&amp;#039;lagar do azeite&amp;#039;&amp;#039;. A escolha do local trazia com exatidão o que estava acontecendo com Jesus momentos antes de ser crucificado, quando iria ser sacrificado e esmagado como uma azeitona, a fim de que a humanidade pudesse receber o Espírito Santo em seus corações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje na [[Quinta-feira Santa]], a [[Igreja Católica]] consagra os santos óleos  que são usados pelos sacerdotes ao longo do ano em rituais litúrgicos sacramentais, como o [[batismo]], o [[crisma]], a [[unção dos enfermos]] e a [[ordenação sacerdotal]]. De acordo com o [[Direito Canônico]], tais óleos devem ser de origem vegetal, mas é usual utilizar o azeite para tal consagração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Em Portugal ===&lt;br /&gt;
====História====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O azeite foi um dos primeiros produtos [[exportação|exportados]] por [[Portugal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, a referência à oliveira é muito antiga. O Código [[Visigodos|Visigótico]], nas leis de protecção à [[agricultura]], prescrevia a multa de cinco [[soldo]]s para quem arrancasse oliveira alheia, pagando por outra árvore apenas três soldos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns autores afirmam que o maior desenvolvimento desta cultura se verifica nas províncias onde a [[reconquista]] chegou mais tardiamente. Os [[foral|forais]] dos [[mouros]] forros de [[Lisboa]], [[Almada]], [[Palmela]] e [[Alcácer do Sal]], dados por [[Afonso I de Portugal|D. Afonso Henriques]] em [[1170]], e mais tarde o dos mouros do [[Algarve]] ([[1269]]), e no de [[Évora]] ([[1273]]), se referem expressamente a essa cultura de oliveira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que diz respeito à [[Beira Baixa]] só há uma menção à «plantação recente de oliveira num chão tapado, dentro da vila de [[Covilhã]] em [[1359]]». Das tabelas medievais de portagem (direitos), podemos concluir quais os principais géneros do comércio local: [[sal]], azeite, [[pão]], [[vinho]], animais vivos e [[peixe]] salgado ou fresco. Do [[século XIV]] há noticia de dois [[concelho]]s em que se cultivava a oliveira: [[Évora]] e [[Coimbra]]. Neste último o rei concede os mesmos privilégios que a Lisboa, isto é, «podiam carregar o azeite no rio e foz do [[Mondego]]. assim para fora do Reino como para o interior».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época dos [[Descobrimentos]] nos séc. [[século XV|XV]] e [[século XVI|XVI]], o azeite e o vinho continuam a fazer parte da lista dos produtos exportados. Como no [[século XIV]], Coimbra, Évora e seus termos eram as regiões de maior produção no [[século XV]]. Em [[1555]] o consumo do azeite sofreu grande aumento, pois começou a ser utilizado com frequência na iluminação. Neste século vendia-se o produto dentro do reino e exportava-se com destino aos mercados do Norte da [[Europa]] e para o ultramar, em especial para a [[Índia]]. No tempo do [[dinastia Filipina|domínio filipino]] o «mercado negro», o açambarcamento e especulação oneraram o produto; compreende-se assim a baixa na exportação, apesar de [[Manuel de Sousa Faria]] ter elogiado a sua qualidade e abundância, afirmando que a exportação continuava para a [[Flandres]], [[Alemanha]], [[Castela-a-Velha]], [[Província de Leão]], [[Galiza]], [[Índia]] e [[Brasil]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No [[século XVIII]] Coimbra deixou de ser o principal centro produtor e o azeite de melhor qualidade foi o de [[Santarém (Portugal)|Santarém]]. O monopólio de [[lagar]]es, na posse dos donatários e dos mestrados das Ordens, foi causa de queixas várias na baixa de produção. Contudo, ainda no [[século XIX]] e, não obstante os processos de fabrico continuarem rudimentares, o azeite português foi premiado na [[Exposição de Paris de 1889]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas últimas décadas antes da adesão, Portugal tinha vindo a diminuir as suas produções de azeite e as oscilações anuais eram muito grandes (por exemplo, em 1982 produziram-se 79 510 toneladas e em 1983, apenas 8800, segundo dados da FAO). Em 1986, à data da adesão à CEE, Portugal tinha 340 000 hectares de olival, espalhados por todo o País, embora maioritariamente concentrados no Alentejo, com 144 632 ha; as regiões agrárias de Trás-os-Montes, Beira Interior e Ribatejo e Oeste tinham também superfícies significativas, semelhantes, e cerca de um terço do Alentejo (INE). De acordo com o GPP, a amostra RICA das explorações com especialização em olivicultura mostrava uma cultura essencialmente de olival tradicional, não competitiva devido à baixa produtividade e a uma estrutura de custos desajustada, com um elevado valor de amortizações e salários, devido principalmente à sobremotorização e à necessidade de colheita manual&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar livro|url=https://www.researchgate.net/publication/324925009_Capitulo_15_Produtos_agricolas_transformados|título=Duarte, A. &amp;amp; Costa Freitas, M. 2017. Produtos agrícolas transformados. Em: Cunha, A. (Ed.). Os Capítulos da Adesão, Coleção Parlamento. Assembleia da República, Lisboa, Portugal. p. 301-316.|ultimo=|primeiro=|editora=|ano=|local=|páginas=|acessodata=}}&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Actualidade====&lt;br /&gt;
Portugal consome anualmente 78 mil toneladas de azeite e exporta 58 mil, ou seja, necessita por ano de 136 mil. No entanto, só produz 63 mil, sendo obrigado a importar 73 mil toneladas.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|url=http://publico.pt/Local/portugal-pode-produzir-muito-mais-azeite-o-suficiente-para-nao-importar-1545514|título=Portugal pode produzir muito mais azeite, o suficiente para não importar |autor=|data=|publicado=|acessodata=}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na produção de azeite em Portugal destaca-se uma [[Lista de produtos denominação de origem protegida portugueses#Azeite|lista de produtos com denominação de origem protegida]] que era composta, em 2012 por 6 referências.&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=105&amp;amp;locale=pt Azeite de Moura] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=106&amp;amp;locale=pt Azeite de Trás-os-Montes] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=107&amp;amp;locale=pt Azeite do Alentejo Interior] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=108&amp;amp;locale=pt Azeites da Beira Interior (Az. B. Alta, Az. B. Baixa)] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=109&amp;amp;locale=pt Azeites do Norte Alentejano] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;[http://ec.europa.eu/agriculture/quality/door/registeredName.html?denominationId=110&amp;amp;locale=pt Azeites do Ribatejo] na Base de Dados [http://ec.europa.eu/agriculture/quality/schemes/index_en.htm DOOR] da União Europeia.&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2011 a produção atingiu o valor mais alto desde 1967. Com mais de 76 mil toneladas de azeite a abastecer o mercado interno e externo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O investimento no olival que tem sido feito nos últimos anos, sobretudo no Alentejo, está a ter efeitos práticos na balança comercial, que, pela primeira vez, tem saldo positivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais de 62% de toda a produção nacional está no Alentejo, que passou de 14.854 toneladas em 2004 para 47.278 em 2011.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil importa de Portugal 40% do azeite que consome. Segue-se Espanha (o maior produtor mundial), a quem comprou 11.200 toneladas entre Janeiro e Agosto de 2012 (7,8% de aumento) e Itália.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|url=http://economia.publico.pt/Noticia/exportacoes-de-azeite-disparam-40-e-ja-valem-mais-de-161-milhoes-de-euros-1569152|título=Exportações de azeite disparam 40% e já valem mais de 161 milhões de euros|autor=|data=|publicado=|acessodata=}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2012, a produção de azeite em Portugal caiu 8% em comparação com 2011 atingindo as 70.331 toneladas.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|url=http://www.publico.pt/economia/noticia/mau-tempo-faz-cair-producao-de-azeite-mas-as-exportacoes-disparam-1584880|título=Mau tempo faz cair produção de azeite, mas as exportações disparam|autor=|data=|publicado=|acessodata=}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na campanha 2013/14 foram atingiras as 90 mil toneladas, o valor mais elevado dos últimos 50 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produziu 61,2 mil toneladas de azeite na campanha 2014/2015.&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|URL=http://expresso.sapo.pt/producao-de-azeite-teve-uma-quebra-de-32=f921512|título=Produção de azeite teve uma quebra de 32%|autor=|data=|publicado=|acessodata=}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produziu 100 mil toneladas de azeite na campanha 2015/2016.[http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/agricultura_e_pescas/detalhe/producao_de_azeite_atinge_recorde_de_30_anos_em_portugal.html]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2016, as exportações atingiram 434 milhões de euros, tendo o sector atingido um excedente da balança comercial no valor de 170 milhões de euros, com o aumento de 400% da produção de azeite e em 300% do volume de exportações.&amp;lt;ref&amp;gt;http://fitosintese.pt/portugal-os-7-maiores-produtores-mundiais-azeite/&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== No Brasil ===&lt;br /&gt;
O Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite e o segundo de azeitonas. A principal causa é que o país não planta oliveiras, e por isso mesmo, não produz azeitonas e muito menos, o azeite. Mas esta realidade está mudando. A EPAMIG - [[Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais]] é pioneira nas pesquisas sobre à oliveira desde [[1986]], especialmente na seleção de variedades mais adequadas às condições brasileiras de clima e na produção de mudas de qualidade. As pesquisas sobre as oliveiras estão concentradas na [[Fazenda Experimental de Maria da Fé|Fazenda Experimental]] de [[Maria da Fé]], uma pequena cidade do Sul de [[Minas Gerais]], com resultados muito promissores para o desenvolvimento da cultura no Brasil. No dia [[29 de Fevereiro]] de [[2008]], foi realizada com sucesso a primeira extração de azeite em terras brasileiras, e na análise de laboratório, o óleo extraído foi classificado como extravirgem, comparável aos melhores do mundo, com índices de acidez entre 0,3 a 0,7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há dois anos iniciaram-se as safras em [[Santa Catarina]] com capacidade de produção de óleo. A EPAGRI estima a produção de óleo industrializado em grande escala até 2011. Várias regiões do estado são propícias ao cultivo de azeitonas, principalmente o Oeste e Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas regiões do Brasil (principalmente litorâneas), dá-se o nome de azeite doce, e ele é usado no [[candomblé]] em comidas oferecidas aos [[orixá]]s que não podem receber oferendas preparadas com [[azeite de dendê]].&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|URL=http://files.grupam.net/200000706-edc6defba0/artigo%20008%20-%20Janaina%20Couvo.pdf|título=“DO OBI AO AXEXÊ”: A PRESENÇA DA COMIDA NOS RITUAIS DO CANDOMBLÉ|autor=Janaina Couvo Teixeira Maia de Aguiar|data=2014|publicado=II Seminário Sobre Alimentos e Manifestações Culturais Tradicionais, I Simpósio Internacional Alimentação e Cultura: aproximando o diálogo entre produção e consumo|acessodata=1 de Maio de 2016}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&amp;lt;ref&amp;gt;{{citar web|URL=http://200.17.141.110/periodicos/revista_forum_identidades/revistas/ARQ_FORUM_IND_11/FORUM_V11_11.pdf|título=OS ORIXÁS, O IMAGINÁRIO E A COMIDA NO CANDOMBLÉ|autor=Janaina Couvo Teixeira Maia de Aguiar|data=2012|publicado=ITABAIANA: GEPIADDE, Ano 6, Volume 11|acessodata=1 de Maio de 2016}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Produção do azeite ==&lt;br /&gt;
[[imagem:Azeite.jpg|200px|thumb|Garrafas de azeite.]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;float: right; margin-top: 1em; clear: right; padding: .5em; margin-left: .5em; background-color: #ffffff; border: 1px solid white; width: 300px&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; align=right style=&amp;quot;clear:right&amp;quot;&lt;br /&gt;
! colspan=3|Uso culinário do azeite por acidez&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tipo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; || align=&amp;quot;center&amp;quot; |  &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Acidez&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; || align=&amp;quot;center&amp;quot; | &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Utilização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Extra Virgem || align=&amp;quot;right&amp;quot; | &amp;lt; 0,8% || align=&amp;quot;center&amp;quot; | Saladas e molhos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Virgem fino || align=&amp;quot;right&amp;quot; | 1,5% || align=&amp;quot;center&amp;quot;  |Saladas e molhos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Semifino || align=&amp;quot;right&amp;quot; | 3,0% || align=&amp;quot;center&amp;quot;  | Saladas e frituras&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Refinado || align=&amp;quot;right&amp;quot; | &amp;gt;3,0% || align=&amp;quot;center&amp;quot;  | Frituras de imersão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Puro || align=&amp;quot;right&amp;quot; | &amp;gt;2,0% || align=&amp;quot;center&amp;quot; | Frituras, assados e marinados&lt;br /&gt;
|}&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
São necessárias de 1300 a 2000 azeitonas para produzir 250 mililitros de azeite. O azeite  deve ser produzido somente a partir de métodos mecânicos e de temperatura.&lt;br /&gt;
Na atualidade, os métodos tradicionais de processamento da [[azeitona]] deram lugar a processos modernos de extração, utilizando variação de [[pressão]] e [[temperatura]]. Com isso, o método tradicional de mistura do óleo à mão quase não existe mais, tudo é feito com maquinas e classifica-se o azeite segundo seu processo de produção da seguinte forma:&lt;br /&gt;
* [[Azeite de oliveira virgem|Azeite virgem]], obtido por processos mecânicos. Dependendo da acidez do produto obtido, este azeite pode ser classificado como sendo do tipo extra, virgem ou comum. O azeite virgem apresenta acidez máxima de 2%.&amp;lt;ref&amp;gt;{{Citar periódico|ultimo=Grossi|primeiro=M.|ultimo2=Lecce|primeiro2=G. D.|ultimo3=Toschi|primeiro3=T. G.|ultimo4=Riccò|primeiro4=B.|data=2014-09-01|titulo=Fast and Accurate Determination of Olive Oil Acidity by Electrochemical Impedance Spectroscopy|jornal=IEEE Sensors Journal|volume=14|numero=9|paginas=2947–2954|issn=1530-437X|doi=10.1109/JSEN.2014.2321323|url=http://ieeexplore.ieee.org/document/6809165/}}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
* [[Azeite de oliva refinado|Azeite refinado]], produzido pela refinação do azeite virgem, que apresenta alta acidez e incidência de defeitos a serem eliminados na refinação. Pode ser misturado com o azeite virgem.&lt;br /&gt;
* [[Azeite extra virgem]]. O azeite não pode passar de 0,8% de acidez (em [[ácido oleico]]) e nem apresentar defeitos. O órgão que os regulamenta e define quais defeitos são catalogados é o [[Conselho Oleícola Internacional]].&lt;br /&gt;
* [[Azeite de oliva comum|Azeite  comum]] é obtido da mistura do [[azeite lampante]], inadequado ao consumo, obtido através da prensagem das azeitonas. O azeite comum não possui regulamentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Benefícios do azeite para a saúde ==&lt;br /&gt;
O azeite possui várias substancias benéficas à saúde. Pode reduzir a quantidade de [[LDL]] (mau colesterol) do organismo, devido à sua grande quantidade de [[gordura monoinsaturada]], o fator importante é que essa gordura não se transforma em colesterol. Esse fator reduz o risco de infarto ou [[AVC]], uma vez que o consumo regular do azeite reduz a formação de placas de [[ateroma]] nas paredes dos vasos sanguíneos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro fator importante para a saúde é que o azeite  previne oxidações biológicas&amp;lt;ref&amp;gt;[http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45844&amp;amp;op=all Ciência Hoje]&amp;lt;/ref&amp;gt; porque é rico em [[polifenóis]], que reduzem a formação de radicais livres. Os [[radicais livres]] são muito nocivos à saúde pois são responsáveis pelo envelhecimento, e [[doenças degenerativas]], como o câncer por exemplo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cientistas observaram que os povos das regiões do mediterrâneo têm vida mais saudável com baixo nível de infarto e câncer, por esses povos serem os maiores consumidores do azeite, e outras substâncias de uma dieta saudável, como peixe e verduras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Referências}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ligações externas ==&lt;br /&gt;
{{Correlatos&lt;br /&gt;
|commons = Olive oil&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
* [http://www.ecoleo.org.br Reciclagem de Óleos Vegetais]&lt;br /&gt;
* [http://www.argos.org.br Associação Riograndense de Olivicultores]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Portal3|Portugal}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Óleos vegetais]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Culinária de Portugal]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Culinária do Mediterrâneo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Calimero0000</name></author>
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