Renault

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pela equipe de Fórmula Um que pertence a Renault, veja Renault F1 Team.
Renault S.A.
Renault 2009 logo.svg
Sociedade anónima
Slogan "Drive the change" ("Conduza a mudança")
"Mude a Direção"(Brasil)
Indústria automobilística
Fundação dezembro de 1898
Fundador(es) Louis Renault
Sede Boulogne  França
Locais Mundo inteiro (118 países)
Empregados Green up.png 130,179 (2007)
Produtos Automóveis
Lucro Green up.png 40.682 bilhões (2007)
LAJIR Green up.png 1.354 bilhões (2007)
Website oficial Renault.com

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A Renault S.A. (pronuncia-se Renô) Euronext: RNO é um fabricante francês de veículos fundada em 1898 por Louis Renault. Produz desde automóveis pequenos e médios, vans (furgões), ônibus (autocarros) e caminhões (camiões). É conhecida pelos protótipos que desenvolve, como o Renault 16 ou os monovolumes Twingo, Scénic e Espace.

História

1898-1918
A primeira fábrica da Renault.
Louis Renault dirigindo um Renault Voiturette, 1903.

O grupo Renault foi fundado em 1898 pelo industrial francês Louis Renault, seus irmãos Marcel e Fernand e seus amigos Thomas Evert e Julian Wyer, pioneiros da indústria automobilística[1] e introdutores do taylorismo como forma de organização do trabalho na França. Os irmãos rapidamente perceberam a publicidade que poderiam atrair pela participação dos seus veículos em competições automobilísticas, e alcançaram rápido sucesso e reconhecimento nas primeiras corridas de cidade a cidade na França. Tanto Louis quanto Marcel Renault competiram com modelos de sua fábrica, porém Marcel morreu em um acidente de carro durante uma corrida de Paris a Madrid em 1903. Além dele, outros 15 competidores foram vítimas de acidentes, obrigando os organizadores a cancelarem a corrida. Apesar de Louis Renault não ter mais competido após isso, sua empresa continuou envolvida em competições incluindo a vitória de um Renault modelo AK 90 com cavalos de potência e foi o ganhador do primeiro Grande Prêmio (Grand Prix) em 1906. Em 1909, Louis toma o controle total da empresa após a morte de seu outro irmão, Fernand.

Setembro de 1918, tanques FT-17 do exército americano.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Renault fabricou munição, aviões[1] militares e veículos como o tanque de guerra Renault FT-17, Louis Renault chegou a ser homenageado pelas forças aliadas pela sua contribuição para a guerra com os seus veículos militares. Fabricou também veículos especiais para táxi. Após a guerra, a Renault tornou-se líder de mercado na França. Em 1918 inicia-se a construção de uma nova fábrica na cidade de Billancourt, deixando Louis com 85% das ações da empresa.[2]

1919-1938
Renault 40CV de 1923.

No período entre guerras, Louis Renault ampliou o escopo de sua empresa, produzindo máquinas agrícolas e industriais. Mas com a enorme demanda de encomendas de veículos, a Renault teve problemas de falta de estoque e de empregados, além de problemas na distribuição dos veículos.[3] Todos esses fatores levaram Louis em 1920 a firmar um acordo entre a Renault e Louis Gustave Gueudet, um rico empresário frânces que ajudou a empresa na distribuição pelo país. A empresa avançou muito em 1920, e chegou a produzir 45.809 unidades de sete modelos de carros, eram eles: o 6cv, o 10cv, o Monasix, o 15cv, o Vivasix, o 18/2 cv4 e o 40cv. Em 1928 a Renault começa a exportar para o Reino Unido, mas diminui as exportações para os Estados Unidos por conta do alto custo de exportação e baixo volume de vendas em relação as marcas nacionais do país.[3]

1939-1971

Durante a Segunda Guerra Mundial a forças armadas da Alemanha invadiram a França, adquiriram as fábricas de Louis Renault e utilizaram com a ajuda de Daimler-Benz para a produção de veículos militares para a Alemanha nazista. Por esse motivo, as forças inglesas bombardearam a fábrica da Renault em Billancourt em resposta a ocupação das tropas da Alemanha. Após a derrota alemã, Louis Renault foi preso durante a libertação da França em 1944 por "manter relações comerciais com inimigos" e acabou morrendo na prisão antes de preparar sua defesa. Seus ativos industriais foram confiscados pelo governo, e as fábricas da Renault se tornaram uma empresa pública também conhecida em francês por Régie Renault. Logo após a nacionalização, a Montadora lançou o modelo 4 cavalos de potência com motor na parte traseira que competiu com os modelos de maior sucesso na época, como Morris Minor e Volkswagen Fusca. Foram vendidas meio milhão de unidades, até a sua descontinuação em 1961. O modelo 4 CV usado em competições a fim de promover o carro, venceu duas vezes a corrida 24 horas de Le Mans.[3]

O Renault Dauphine foi um trabalho da montadora Renault após o fim da produção de carros de 4 cavalos de potência. O modelo acabou tendo um grande desempenho na Europa, o que resultou na expansão da área de importação, aumentando as vendas na África e na América do Norte.[4] Nessa mesma época a Renault começou a produzir dois outros modelos de sucesso da indústria, o Renault 4[5] e Renault 8.

1972-2001
Logo corporativo da Renault adotado em 1972.

Em 1972 a Renault lançou o Renault 5, um carro popular que era um tentativa de conseguir sobreviver a crise do petróleo. Com este carro, a Renault ganhou um série de Rallys. Entre 1979 e 1987, a Renault teve maioria acionária na empresa American Motors Corporation (AMC), à qual foi vendida à Chrysler em março de 1987.[6] Em abril de 1986 o governo da frança opôs-se à privatização da Renault. Porém, 10 anos depois, em 1996[5] a empresa foi parcialmente privatizada. Em 2 de janeiro de 2001, a montadora vendeu sua subdivisão de veículos industriais (Renault Véhicules Industriels) para a Volvo, que a rebatizou de Renault Caminhões em 2002.

Situação actual

Países em que a Renault tem fábricas(em amarelo).

O governo da França detém 15,7 % da empresa, porém a Renault é uma empresa privada. Louis Schweitzer foi o executivo-chefe da Renault de 1992 a 2005, quando foi substituído pelo brasileiro Carlos Ghosn, que era até então o CEO da Nissan. A Renault participa em 64,4% do capital da fabricante japonesa de automóveis Nissan. Juntas, elas formam a Aliança Renault-Nissan (Renault-Nissan Alliance). Outras participações da Renault são na Samsung Motors da Coréia do Sul, na sueca Volvo Trucks e na romena Dacia.

Na América do Sul, a Renault possui fábrica na Argentina desde 1967, porém seus modelos foram montados naquele país desde 1960. No Brasil, esteve presente na década de 1960 com Renault Gordini , fabricado em parceria com a norte-americana Willys Overland, que produziu sob licença os modelos Dauphine e Gordini que era uma versão mais aprimorada do Dauphine, até 1968, ano em que a Willys Overland vendeu suas operações para a Ford , a qual herdou o "projeto M". Esse projeto, desenvolvido em parceria entre a Renault e a Willys, resultou no lançamento pela Ford em 1968 do Corcel, um automóvel cujo estilo pode ser considerado,a grosso modo, uma versão americanizada do Renault 12 e com motores Renault CHT que equipoaram vários carros da Renault, Ford e Volkswagen. Por causa da crise brasileira na década de 1970 em que importados não podiam ser comercializados no país, e que a Renault não tinha fabrica instalada em território nacional, a empresa teve que sair do país. Já na década de 90 quando a crise acabou e o governo de Fernando Collor abriu as portas para o mercado externo, a Renault foi a primeira a retornar em 1992, entrando inicialmente como importadora, e, posteriormente, como montadora sendo hoje uma marca nacionalizada, a 5° marca mais vendida no país, estando entre as 5 marcas mais importantes do Brasil, sendo já uma marca tradicional e reconhecida por ser forte na mecânica e na qualidade de seus produtos. Em 1998 foi inaugurada a moderna planta na cidade de São José dos Pinhais no Estado do Paraná. Sua fábrica que hoje está sendo ampliada passando a produção de 275 mil para 375 mil veículos anualmente. A Renault possui atualmente cerca de 274 concessionarias em todo o Brasil.

Carros de competição

Fernando Alonso, pilotando modelo Renault em Indianapolis no ano de 2005. Nesse mesmo ano, Alonso venceu o campeonato de F1 com a equipe.
Modelo Renault Mégane da TC 2000 de 2006.
Formula 1
Ver artigo principal: Renault F1 Team

A Renault competiu como equipe na Formula 1 entre 1977 e 1985. De 1989 a 1997 a Renault se ausentou da F1 como equipe, porém continuou participando ativamente, como fornecedora de motores, sendo fornecedora de motores das vitoriosas equipes Williams e Benetton. Novamente do ano de 2002, com aquisição da Benetton, a equipe Renault retornou a F1 como equipe, sendo bicampeã do mundial de construtores em 2005 e em 2006 e fazendo do piloto Fernando Alonso o bicampeão do mundial de pilotos desse mesmo ano. Em 2010 a equipe passou a contratar os pilotos Robert Kubica e Vitaly Petrov, não obtendo contudo resultados significativos. Mais tarde em 2011 a equipe passou a se chamar Lotus Renault após o grupo Genii Capital vender sua parcela de participação na equipe para o grupo Lotus. A equipe contou nesse ano com os pilotos Nick Heidfeld e Vitaly Petrov. Contudo Heidfeld foi mais tarde substituido por Bruno Senna por ter seu rendimento considerado insatisfatório. Em 2012 a equipe passa a se chamar somente Lotus firmando um acerto com o piloto francês Romain Grosjean e o retorno do piloto finlândes campeão Kimi Raikkonen

Renault Sport
Ver artigo principal: Renault Sport

A Renault possui desde a década de 1970 uma divisão responsável pelas competições dos carros da marca.

Participação na Avto VAZ

Em 8 de dezembro de 2007 foi anunciada uma parceria entre empresas estatais russas e a Renault para revitalizar a AvtoVAZ e a marca Lada. O estado russo, via empresas estatais, e a Renault serão sócios na proporção de 50% para cada em uma sociedade de propósito específico que, por sua vez, deterá pelo menos 50% de participação no capital da AvtoVAZ[7]

Veiculos elétricos

O consorcio Renault-Nissan vem colaborando com o Project Better Place para a produção de redes de vehículos totalmente eléctricos e milhares de estações de recarregamento em Dinamarca, Portugal, Israel, Silicon Valley (na Califórnia, Estados Unidos) e em outros países. Já em 2011 oferecerá a parceria de Renault-Nissan e Better Place a infraestrutura e os automóveis.

Modelo de 2.500 dólares

Em 12 de maio de 2008 a Bajaj, a Renault e a Nissan anunciaram um projeto conjunto para desenvolver e produzir um modelo ultra compacto cujo preço final será de cerca de 2.500 dólares, provisoriamente chamado de Projeto ULC.[8][9][10]

Modelos Nacionais Atualmente no Brasil

Modelos Nacionais Inexistente no Brasil

Cronologia

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 at:1898             text:Louis, Fernand e Marcel Renault fundam a Renault.
 at:1903             text:Marcel Renault morre em acidente durante  a competição Paris-Madrid.
 at:1909             text:Fernand Renault morre, deixando Louis com o controle total da empresa.
 at:1919             text:A Renault começa a produzir veículos agrícolas
 at:1928             text:A Renault começa a exportar para a Grã-Bretanha
 at:1942             text:As forças nazistas tomam o controle das indústrias Renault.
 at:1944             text:Louis Renault morre na prisão por motivos até hoje desconhecidos.
 at:1945 shift:(25,13)             text:A Renault transforma-se em empresa pública de propriedade do Governo.
 at:1986 shift:(25,13)             text:O Governo não aceita o pedido de privatização da Renault.
 at:1987             text:A Renault tem maioria aciónaria na AMC e vende para a Chrysler Corporation.
 at:1992             text:Louis Schweitzer torna-se presidente do Grupo Renault.
 at:1996             text: A empresa é privatizada e torna-se Renault SA.
 at:1999             text: A Renault adquiri 36,8% de participação na Nissan
 at:1999 shift:(25,15)             text:A Renault compra a Dacia S.A.
 at:2001             text: A Renault vende sua subdivisão de caminhões para a Volvo.
 at:2004 shift:(25,13)              text:A fábrica da Renault em Billancourt é demolida.
 at:2005 shift:(25,17)              text:Carlos Ghosn torna-se CEO da Renault.

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Galeria de imagens

Referências

  1. 1,0 1,1 {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  2. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  3. 3,0 3,1 3,2 {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  4. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  5. 5,0 5,1 {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  6. "DaimlerChrysler: The 'What Ifs?'", Ward's AutoWorld, 1 de junho de 2008, Página acessada em 8 de janeiro de 2010
  7. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  8. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  9. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}
  10. {{#invoke:Citação/CS1|citation |CitationClass=web }}

Ver também

Ligações externas

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