Engenharia física
A engenharia física é um ramo da engenharia dedicado à aplicação da física ao melhoramento dos processos industriais. Está orientada para gerar - através da investigação aplicada - o desenvolvimento de tecnologias alternativas para uso industrial, mediante a formulação teórica abstrata dos fenómenos físicos que envolvem um projeto. Baseando-se numa ciência exata, a engenharia física procura levar à prática todos os seus conceitos teóricos e experimentais.
Ao contrário de outros profissionais da engenharia (como os engenheiros aerospaciais ou os engenheiros eletrotécnicos), um engenheiro físico não dispõe de uma área de atuação específica, devendo ser suficientemente versátil para resolver problemas através de uma abordagem interdisciplinar, utilizando a física aplicada às mais diversas áreas. Entre as áreas de aplicação, incluem-se a óptica, a nanotecnologia, a microfabricação, a engenharia mecânica, a engenharia elétrica, a teoria de controlo, a aerodinâmica, a energia nuclear e a física do estado sólido.
Áreas de aplicação e de especialização
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Formação
Os cursos superiores de engenharia física visam formar engenheiros multiespecialistas e por isso têm uma ênfase muito maior em disciplinas básicas (como a matemática e principalmente a física) do que outras engenharias.
Os currículos dos cursos são diversificados, abrangendo várias áreas do conhecimento relacionado as ciências físicas, como por exemplo a termodinâmica, a mecânica clássica, a mecânica quântica, a física do estado sólido, o eletromagnetismo e a acústica. Além disso, inclui as disciplinas tradicionais dos outros cursos de engenharia, tais como mecânica dos sólidos, controle, mecânica dos fluídos, desenho técnico, tecnologia mecânica, ciências dos materiais, eletroquímica, eletricidade, circuitos elétricos, microcontroladores, microprocessadores, ciências do ambiente, economia, estatística e controle de qualidade. Num curso de engenharia física, também são focadas componentes de instrumentação.
Um engenheiro físico detém capacidades para efetuar tanto investigação básica como também desenvolvimento de dispositivos, ligando o conhecimento de ciência fundamental à componente de instrumentação.
Onde estudar
Brasil
No Brasil o primeiro curso de engenharia física começou a ser oferecido pela Universidade Federal de São Carlos em 2000. A partir de 2010 o curso será oferecido também pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) em Dourados, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e agora também na Universidade de São Paulo (USP), na Escola de Engenharia de Lorena e na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) em Santarém, em 2011. A Universidade Federal de Goiás (UFG) desde 2012 oferece o curso de engenharia fisica [1] Entretanto o curso já existe há várias décadas em universidades estrangeiras. Uma das ênfases do curso de física na Universidade Federal do ABC é engenharia física.
Em 2012, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou[2] o início da disponibilidade do curso de Engenharia Física para o Vestibular 2013 (egresso em 2013), por meio do famoso 'Cursão' (integrado de Física, Matemática e Matemática Aplicada). Optantes pelo Cursão no vestibular podem optar por seguir a área de Engenharia Física a partir do 3º semestre. Outros cursos também foram criados e outros cortados, além de uma nova faculdade anunciada. Neste mesmo ano a Universidade Federal de Goiás (UFG) também anunciou o início da disponibilidade do curso de Engenharia Física para o Vestibular 2013 (egresso em 2013).
Portugal
Em Portugal, o curso superior de engenharia física é oferecido em diversas universidades, desde o final da década de 1970. O primeiro foi o de Licenciatura em Engenharia de Produção Industrial - Ramo de Engenharia Física, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, lançado em 1977 e que foi o antecessor do atual Mestrado Integrado em Engenharia Física.
Hoje em dia, já adaptados ao Processo de Bolonha, existem os cursos de Mestrado Integrado em Engenharia Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, de Mestrado Integrado em Engenharia Física da Universidade de Aveiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e de Mestrado Integrado em Engenharia Física e Tecnológica do Instituto Superior Técnico. Os cursos de mestrado integrado têm a duração de cinco anos e, normalmente, habilitam com uma licenciatura em ciências de engenharia, quando da conclusão do terceiro ano.
Referências
- YATES, Willard Ross Yates, Lehigh University: A History of Education in Engineering, Business, and the Human Condition, Bethlehem: Lehigh University Press, 1992
- VARANDAS, Carlos, Perspectivas do Ensino em Portugal da Engenharia Física Tecnológica, Maputo: Comunicações do 6º Congresso de Luso-Moçambicano de Engenharia, 2010
Ver também
Ligações externas
As ligações externas abaixo encontram-se em ordem alfabética.
Brasil
- Universidade Estadual de Campinas | Instituto de Física "Gleb Wataghin" | Informações do Curso
- Universidade Estadual de São Paulo
- Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul
- Universidade Federal de São Carlos | Página do curso
- Universidade Federal do ABC
- Universidade Federal do Oeste do Pará
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Portugal
- Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa |Página do curso |Plano de estudos (pdf)
- Faculdade de Ciências da Universidade do Porto | Página do curso
- Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra |Página do curso
- Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa |Página do curso | Plano de estudos (pdf)
- Universidade do Algarve | Página do curso
- Universidade de Aveiro | Departamento de Física |Página do Curso |Fórum do Curso
- Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa | Página do curso

